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Violncia motiva campanha da Igreja – Nacional

So Paulo, 14 – Aps dois anos com temticas ambientais, a Conferncia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aproveita a campanha que promove anualmente em todas as dioceses do Pas para discutir a superao da violncia com base em uma cultura de paz. O tema foi escolhido ainda em 2016, ano em que o Brasil teve recorde de mortes violentas intencionais, como homicdios e latrocnios: 61.619 vtimas, o equivalente a 168 por dia, segundo o Frum Brasileiro de Segurana Pblica.

A preocupao da Igreja Catlica com os problemas relacionados violncia tambm tem por base dados do Instituto de Pesquisa Econmica Aplicada (Ipea). Segundo os pesquisadores, com “3% da populao do planeta, o Brasil responde por quase 13% dos assassinatos”.

O mote deste ano vem amparado no lema “Vs sois todos irmos” (Mt 23,8). O texto tem uma dimenso pessoal e familiar, mostrando que aes violentas podem comear em casa e, por isso, necessrio criar uma cultura de paz.

Mas para o secretrio executivo da Campanha da Fraternidade (CF), padre Lus Fernando, a superao da violncia tambm “exige comprometimento e aes envolvendo a sociedade civil organizada, a Igreja e os poderes constitudos para a formulao de polticas pblicas emancipatrias que assegurem a vida e o direito das pessoas em uma sociedade”. A cobrana por aes governamentais deve estar entre as chaves do debate, uma vez que o tema da CF 2019, j escolhido, justamente “Fraternidade e Polticas Pblicas”.

O texto-base da Campanha destaca que “o Estado combate as consequncias, mas no as causas” da violncia. Ressalta ainda que a descrena na segurana pblica e a certeza da impunidade levam a populao a viver encarcerada. O lanamento da CF ser na sede provisria da CNNB, em Braslia, e ter a presena da ministra Crmen Lcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Discusso

Entre as propostas de ao apresentadas pela CNBB tem destaque a Justia restaurativa, que chegou ao Pas h dez anos e incentivada pelo Conselho Nacional de Justia (CNJ), tambm presidido por Crmen Lcia.

Na prtica, o sistema escuta agressores e agredidos e busca solues intermedirias que no s a punio. H nesse sentido iniciativas em So Paulo e tambm no Rio Grande do Sul. Fortemente influenciado pela Pastoral Carcerria, o texto aponta que o sistema penal brasileiro no pode ser “mera expresso de vingana”.

Entre outros indicativos de ao pblica, aparecem a defesa da Lei Maria da Penha, do Estatuto do Desarmamento e das diversas legislaes sobre direitos humanos, alm da participao em conselhos paritrios.

A CNBB ainda recomenda aos catlicos a “vivenciarem a fraternidade em compromissos concretos, provocando, ao mesmo tempo, a renovao da vida da Igreja e a transformao da sociedade”. As informaes so do jornal

O Estado de S. Paulo.

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