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Três problemas que Mazola precisa corrigir no Criciúma

Três problemas que Mazola precisa corrigir no Criciúma Guilherme Hahn/Especial

Mazola Júnior tem uma semana para preparar o time que enfrentará o Fortaleza

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Guilherme Hahn / Especial

Depois de cair de paraquedas no Criciúma, com apenas três dias de trabalho antes da estreia, o técnico Mazola Júnior agora tem uma semana antes do próximo compromisso. Nesse tempo, o treinador precisa corrigir três grandes problemas se quiser se manter invicto e conseguir a primeira vitória na Série B do Campeonato Brasileiro.  São eles:

1 – Nervosismo

Um principal motivo pelo qual o Criciúma não saiu vitorioso na terça-feira diante do Juventude foi o nervosismo do time. Afobados, os jogadores erraram passes fáceis e tomaram decisões pouco inteligentes no entorno da área adversária.

Tem sido assim em todos os jogos desta Série B, principalmente diante da própria torcida. Nenhum outro time fez tantos passes errados quanto o Tigre. Os dois jogos em que o Criciúma mais errou passes foram em casa: contra a Ponte Preta (52) e Juventude (49).

O lateral-esquerdo Marlon chegou a ser expulso nos dois últimos jogos em que atuou. Ele é o único jogador que já recebeu dois cartões vermelhos no Campeonato Brasileiro em 2018 – incluindo todas as divisões.

2 – Jejum de gols

Exceção feita a João Paulo, autor de três dos quatro gols do Criciúma, os atacantes tricolores estão sofrendo para colocar a bola nas redes. Zé Carlos, contratado na expectativa de que repetisse o nível de 2012, ainda não marcou nenhum na Série B. Mailson, que fez boas atuações no estadual, também está em branco.

O Criciúma finalizou, em média, dez vezes por jogo, número que só não é maior que o do Avaí. O problema é que mais da metade das finalizações são de João Paulo e Nicolas.

Mazola Júnior precisa fazer com que os outros atacantes chamem mais a responsabilidade. Prova disso é que os terceiro e quarto maiores finalizadores são o zagueiro Sandro e o volante Liel.

3 – Erros na defesa

O Criciúma é o time que mais fez desarmes na Série B. Luiz é apenas o décimo goleiro que mais precisa trabalhar. O que, então, explica o fato de que o Tigre tem a terceira pior defesa da competição? A resposta é: erros individuais do meio-campo para trás.

Ao menos metade dos gols sofridos pelo Tigre poderiam ser facilmente evitados. Na estreia, contra o Atlético Goianiense, todos os três gols sofridos vieram de falhas individuais (duas de Andrew e uma de Luiz). Contra o CSA, em casa, foram dois (uma falha de Luiz, que ficou imóvel após um chute perfeitamente defensável e uma de Nino, que fez um “golaço” contra).

Próximo adversário

O adversário na sétima rodada torna as coisas ainda mais difíceis. O Fortaleza, treinado por Rogério Ceni, tem a melhor campanha até aqui.

Pelo lado do Tigre, conta a favor a tradição de fazer bons jogos fora de casa contra os melhores times do campeonato. No ano passado, por exemplo, o Criciúma arrancou empates contra o América Mineiro e o Internacional em Belo Horizonte e Porto Alegre. Dois anos antes, voltou do Rio de Janeiro com um ponto na bagagem ao enfrentar o Botafogo. Em 2013 e 2014, na Série A, perdeu duas vezes para o bicampeão Cruzeiro no Mineirão, mas chegou a estar à frente nas duas ocasiões.

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