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Trégua na Usiminas pode ser passageira

O acordo estabelecido no bloco de controle da Usiminas para solucionar disputas internas pode significar apenas uma trégua na batalha que se arrasta há quatro anos.

A companhia anunciou uma mudança no Acordo de Acionistas, em que as controladoras Nippon Steel e Ternium poderão indicar, de forma revezada, o diretor-presidente da siderúrgica mineira e o presidente do Conselho de Administração por um período pré-determinado.

Porém, conforme apurou o DCI, a batalha travada entre os principais sócios da Usiminas pode estar apenas em um período de trégua. “Após os primeiros quatro anos do acordo, há uma brecha para que um [sócio] compre as ações do outro, adquirindo praticamente todo o controle da companhia. Não considero o fim da briga, mas um cessar fogo”, afirma uma fonte próxima da Usiminas.

Para o mercado, acrescenta a fonte, a recepção do acordo será boa. “Tira aquela pressão de imprevisibilidade que uma disputa explícita acarreta.”

No entanto, para outra fonte ligada à Usiminas em Cubatão (SP), a situação é incerta. “Não temos ideia do que vem pela frente, principalmente nas áreas primárias”, avalia.

Enquanto isso, a Usiminas colhe os frutos da sua reestruturação. Em 2017, a empresa reportou lucro líquido de R$ 315 milhões, revertendo prejuízo de R$ 577 milhões no ano anterior. A receita líquida subiu 27% em relação a 2016, para R$ 10,734 bilhões.

Já o volume total de vendas de aço no período atingiu 4 milhões de toneladas, avanço de 10,2% sobre o registrado no ano anterior. A companhia informa, em comunicado, que o mercado doméstico foi o destino de 82% das vendas totais da siderúrgica ao longo do quarto trimestre de 2017.

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