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TLP traz previsibilidade e juros menores para todos, elogia Mansueto – Economia

Braslia, 07 – O secretrio de Acompanhamento Econmico do Ministrio da Fazenda, Mansueto Almeida, defendeu em seu perfil no Twitter a criao da Taxa de Longo Prazo (TLP) para balizar emprstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social (BNDES). Segundo o secretrio, a nova taxa trar sim previsibilidade s empresas, pois, embora varivel ao longo do tempo, ela ser fixa para determinado investidor uma vez assinado o contrato de financiamento. Mansueto disse ainda que a TLP vai permitir juros menores para todo mundo, o “princpio bsico contra o chamado capitalismo de compadres”.

“A nova TLP varivel, o que bom. Mas ela ser fixa para a durao do emprstimo feito pelo BNDES a uma empresa. Previsibilidade”, escreveu. O secretrio tambm ressaltou que o Pas no tem como bancar o nvel atual de subsdios, parte deles existentes por conta do modelo atual de taxa de juros de longo prazo. “Vamos lembrar que ajuste fiscal est em curso. No est completo. O Brasil no tem como manter nvel atual de subsdios de R$ 107 bilhes”, afirmou.

A posio do secretrio vem depois de o

Broadcast

, servio de notcias em tempo real do Grupo Estado, mostrar o alerta do presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, de que a frmula proposta pelo governo para o clculo da nova taxa de juros dos emprstimos do banco de fomento pode prejudicar as empresas tomadoras de crdito na instituio ao reduzir a “previsibilidade” das condies dos financiamentos.

Rabello disse reportagem que atrelar a atual TLP a um ttulo pblico torna a taxa “muito mais nervosa” do que a atual Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que definida a cada trs meses pelo governo.

A TLP foi criada com o objetivo de reduzir a diferena que h hoje entre o custo que o Tesouro Nacional paga ao mercado para se financiar, que a Selic (hoje em 10,25% ao ano) e a taxa que a Unio cobra nos emprstimos ao BNDES, a TJLP, em 7% ao ano. Nos quatro primeiros meses deste ano, o governo j teve um custo de R$ 6 bilhes por causa dessa diferena (o chamado subsdio implcito). Mas no passado recente, com um diferencial de juros ainda maior, essa conta chegou a mais de R$ 20 bilhes em 2014.

Almeida defendeu hoje que subsdios so “justificveis em muitos casos e importantes”. Mas o secretrio ponderou que isso no deve ser a regra geral. A mudana na TJLP contribui para a reduo do crdito direcionado na economia, o que o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, j chamou de “meia entrada”. Hoje, Mansueto Almeida argumentou no Twitter que, com a existncia da meia entrada, as pessoas que compram o ingresso inteiro pagam mais caro.

“O que melhor: juros um pouco mais baixos para apenas um grupo de empresas ou juros baixos para todo mundo? Esse o debate da nova TLP. Com ela, o Brasil tem a chance de ter juros menores para todo mundo. O princpio bsico contra o chamado capitalismo de compadres”, disse o secretrio. “A nova TLP excelente medida para sociedade.”

A nova TLP vai refletir mais de perto o custo de captao do Tesouro, eliminando o subsdio implcito ao longo de cinco anos. Isso porque o clculo da taxa vinculado NTN-B, ttulo pblico atrelado inflao. As taxas de juros de ttulos pblicos refletem as condies da economia e quanto os investidores pedem para aceitar financiar o governo, avaliao que acaba sujeita a fatos no s na economia, mas tambm na poltica.

Da o “nervosismo” da nova taxa atribudo por Rabello. Como mostrou o

Broadcast

, o relator da proposta no Congresso Nacional, deputado Betinho Gomes (PSDB-PE), j articula mudanas no texto.

O secretrio do Ministrio da Fazenda explicou ainda que o crdito direcionado no Brasil “excessivamente elevado”, o que gera distores e desigualdade no acesso do crdito. “Igualdade passa no apenas por acesso a sade e educao, progressividade na tributao e tambm acesso ao crdito. TLP excelente medida”, afirmou Almeida. “A TLP talvez a medida mais importante para ajudar na reduo de juros e combater o chamado capitalismo de compadres. Se queremos juros mais baixos, a forma ideal de fazer isso fazendo ajuste fiscal e a reforma da previdncia. No por meio de subsdios”, acrescentou.

(Idiana Tomazelli)

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