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Tiago Cedraz, filho de ministro do TCU, é alvo da Lava Jato – Política


PF cumpre mandado de busca contra Tiago Cedraz, filho do ministro do TCU Aroldo Cedraz
Reprodução/Youtube

PF cumpre mandado de busca contra Tiago Cedraz, filho do ministro do TCU Aroldo Cedraz

Filho do ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU), o advogado Tiago Cedraz é um dos alvos da 45ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada, na manhã desta quarta-feira (23), no Distrito Federal, na Bahia e em São Paulo.


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Batizada de Abate II, a operação é um desdobramento da 44ª etapa, que prendeu, há cinco dias, o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza, líder dos governos Lula e Dilma. Nessa fase, ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. Um dos mandados de busca tem como alvo Tiago Cedraz
. Os mandados são cumpridos em Brasília, em Cotia e em Salvador.

De acordo com a Rede Globo
, há uma intimação para que o filho do ministro do TCU compareça imediatamente à superintendência regional da Polícia Federal, em Brasília, para prestar depoimento.

Ele foi citado no depoimento do lobista Jorge Luz, que está preso em Curitiba, como recebedor de uma propina no valor de 20 mil dólares e intermediador de conversas entre a empresa Sargeant Marine e a Petrobras.

De acordo com a PF, a atual fase investiga a participação de dois advogados nas reuniões em que o pagamento de propina foi planejado. O filho do ministro do TCU
é um desses advogados. 


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Os dois teriam recebido, segundo a PF, comissões pela contratação de uma empresa americana pela estatal, mediante pagamentos em contas mantidas na Suíça em nome de off-shore.

Abate I e Abate II

Vaccarezza
, que foi preso há cinco dia, já está solto. Ele foi líder do PT na Câmara dos Deputados durante os governos do ex-presidente Lula e da ex-presidente Dilma. Em 2016, ele anunciou seu desligamento do partido e se filiou ao PTdoB. A Operação Abate tem esse nome por conta do sobrenome do deputado. 

Tiago Cedraz, por sua vez, não é nome novo na Lava Jato
. Em julho de 2015, ele já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão em seu escritório, por conta de outra fase da Operação. Segundo as investigações, os pagamentos feitos ao filho do ministro do TCU eram feitos para que ele repassasse informações privilegiadas e antecipadas sobre investigações e julgamentos no tribunal.


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