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Termômetros marcam 20º graus em julho e natalenses tiram agasalhos do armário | Rio Grande do Norte

Moradores da capital chamada de Noiva do Sol, os potiguares tiraram as roupas de frio do armário desde os últimos dias de junho. Natal registrou a menor temperatura do ano na última quinta-feira (13), quando os equipamentos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) marcaram 20.1 graus.

Apesar de não parecer tão baixa, a temperatura é encarada como inverno rigoroso pelos natalenses, acostumados com sol e calor. Nas épocas mais quentes do ano, a temperatura da capital chega a alcançar mais de 28 graus. Essa é a média do mês de março, por exemplo.

Julho normalmente é o mês mais frio do ano para a capital, com mínimas de 21.1 e máxima de 27,7 graus, de acordo com o órgão. Os dados são comparados desde 1971. “Em 2017 deveremos ter uma média mais baixa”, informou Ednaldo Correia, chefe da Seção de Previsão do Tempo do órgão, em Recife.

Esta segunda (17) amanheceu um pouco mais quente, com mínima de 22 graus e máxima de 29. Na terça-feira (18), porém, os termômetros deverão voltar a marcar 20 graus durante a madrugada.

“Quando faz frio no Nordeste, a gente tem que aproveitar como pode. Aproveitar como se estivéssemos em um lugar que normalmente é mais frio. É a oportunidade que a gente tem”, brinca a professora de música Letícia Nascimento, de 22 anos. Nos últimos dias ela passou a usar meias em casa, e começou a fazer um gorro de crochê. “Sei que não dá para usar aqui, mas o frio me animou a aprender”, conta. Ela também aproveitou a temperatura para marcar fazer um fundie com amigos da igreja.

A empresária baiana Carolina Souto, de 42 anos, mora há 11 anos na capital potiguar e diz que nunca sentiu tanto frio como em 2017. “Ontem mesmo eu fui comprar uma calça de moletom. Não sei como estão as temperaturas, mas os ventos estão muito fortes e isso aumenta a sensação de frio. Nunca senti tanto frio em Natal”, disse.

Há pelo menos uma década, a dona de casa Miriam Peixoto, 53 anos, não sentia temperaturas tão baixas como nos últimos dias. “Tive que tirar do armário roupas que não usava há muito tempo. Eu quase não usava camisetas com manga comprida, por exemplo. Agora estou usando até os casaquinhos”, relata. Para dormir, ela coloca meias nos pés, e um cobertor mais grosso. O ventilador virou artigo dispensável. Mas ela não reclama. “Acho que fiquei mais feliz, mais disposta, com vontade de sair de casa, de resolver as coisas, porque com o calor muito forte não dá”, acrescenta.

A empresária Luciana Cavalcante também teve que tirar roupas que estavam guardadas para ‘tomar ar e tirar o cheiro de guardado’. “Vinte graus é muito frio, não estamos acostumados com essa temperatura em Natal. Tem que andar todo mundo empacotado”, diz. O frio também fez a família de Luciana mudar a programação dos fins de semana: a praia deu lugar a um filminho em família debaixo do cobertor. “A gente gosta muito de ir a praia, geralmente esse é nosso programa de fim de semana, mas com esse frio não dá. Um filme debaixo das cobertas com uma pipoquinha tem sido nosso programa”, conta.

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