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Sintomas de inflamações intestinais são bem claros

Maio é o mês de alerta e conscientização para as doenças inflamatórias intestinais (DII), como a de Crohn e a retocolite ulcerativa. Enquanto a primeira pode afetar todo o aparelho digestivo, da boca ao ânus, a segunda inflama a mucosa do intestino grosso. Ainda não se sabe o que causa os dois males, mas acredita-se que há um fator genético que pode ser agravado pela má alimentação.

— Há 30 anos, essas doenças eram muito raras e hoje se tornaram frequentes. Observamos nos pacientes que existe uma alteração na flora intestinal que, provavelmente, ocorre por causa de algum tipo de alimentação. Os pacientes de zonais rurais, que se alimentam de produtos mais orgânicos, por exemplo, apresentam menos doenças inflamatórias do que aquelas que se comem mais produtos industrializados. Daí, surgiu a hipótese de que a alimentação seja uma das causas — explica Henrique Fillmann, presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

No Brasil, as DII atingem 13,25 em cada 100 mil habitantes, sendo 53,83% de doença de Crohn e 46,16% de retocolite ulcerativa, segundo dados apresentados no I Congresso Brasileiro de Doenças Inflamatórias no Brasil (Gediib), realizado em abril, em Campinas (SP).

Mais comum em pessoas de 20 a 40 anos

Essas inflamações surgem em pessoas jovens (entre 20 e 40 anos) e não têm cura, mas podem ser controladas. O diagnóstico é feito por exames.

— A campanha quer conscientizar os pacientes a não negligenciar os sintomas. Em vez de se automedicar, procure o médico — orienta Rosane Machado, membro da Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

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