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Sem caixa, Santos prioriza trocas e estuda negócio com o São Paulo

JOSÉ EDUARDO MARTINS E MARCELLO DE VICO

SÃO PAULO, SP, E SANTOS, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Com uma dívida de curto prazo na casa dos R$ 40 milhões, a nova diretoria do Santos não pensa em fazer loucuras para reforçar a equipe para a próxima temporada. Exceções feitas aos possíveis repatriamentos de Robinho e Gabigol, que ainda assim só serão contratados sem muito prejuízo aos cofres alvinegros, o clube estuda algumas trocas para fortalecer o elenco. E, neste caso, um dos potenciais parceiros é o São Paulo, com quem o time mantém boa relação.

Já estão em pauta dois nomes que pertencem ao Tricolor, clube pelo qual o novo diretor santista, Gustavo Vieira, sobrinho de Raí, acumula duas passagens. Um é para uma das posições mais carentes do elenco atual: a lateral esquerda, uma vez que Zeca conseguiu recentemente a rescisão de contrato e não deve continuar. Para seu lugar, o Santos estuda o nome de Júnior Tavares, jogador do São Paulo que recentemente ficou perto de acertar com o Corinthians e viu uma polêmica com a própria mãe esfriar as tratativas.

O estafe do jogador chegou a conversar com o departamento de futebol do Santos. Em um primeiro momento, o clube da Baixada Santista ainda estuda outras opções para o setor. Mas caso as negociações com o Tricolor avancem, Victor Ferraz é o favorito para ser usado como moeda de troca. O lateral direito tem contrato com o Santos até 2019, porém o desejo de Dorival Júnior em contar com o seu futebol pode pesar para a sua saída da Vila Belmiro.

Outra opção cogitada pelo Santos é o volante Hudson, que não acertou sua renovação com o Cruzeiro e está na mira do Atlético-MG. O jogador é visto com bons olhos pela diretoria santista. Porém, os mineiros estão muito à frente dos paulistas.

CONTRATAÇÕES DE SÃO PAULO E SANTOS

Também sem muito caixa, o São Paulo contratou até agora o goleiro Jean e renovou, por quatro temporadas, o acordo com o volante Jucilei. O clube ainda trabalha para definir a contratação de um lateral direito, um meia e um atacante.

Já pelo lado do Santos, ainda pela gestão de Modesto Roma, o único jogador contratado para 2018 foi o lateral esquerdo Romário, do Ceará. Considerado um dos destaques do time alvinegro, ele o ajudou na conquistar do acesso para a primeira divisão do futebol nacional.

BASE

No comando do Tricolor, Dorival Júnior é conhecido por dar oportunidade aos jogadores formados nas categorias de base. Tal política faz parte da gestão do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. O diretor executivo do clube, Raí, também fez questão de destacar a importância de utilizar os jovens do CT de Cotia logo quando assumiu o cargo, neste mês.

Provavelmente, o volante Liziero, os meias Igor Gomes e Gabriel Sara, e os atacantes Brenner, Bissoli e Paulo Boia devem ter mais oportunidades para mostrar serviço no decorrer deste ano.

No Santos, a força da base já faz parte da história do clube. E para reforçar a equipe para 2018, a ideia é intensificar ainda mais essa prática com a ajuda de Jair Ventura, que no Botafogo apostou em alguns pratas da casa – como os zagueiros Igor Rabello e Marcelo, o volante Matheus Fernandes e o atacante Sassá – e teve sucesso.

O Santos tem cartas na manga vindas da base para 2018, como o atacante Rodrygo, de 16 anos, que atua mais pelos lados do campo e demonstra características ofensivas similares a Neymar e Robinho, com muita habilidade. O volante Vitor Yan, o meia Lucas Lourenço e o centroavante Yuri Alberto, artilheiro das equipes sub-15 e sub-17, também são apostas.

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