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Se o paraíso existe, ele fica no Tuiuti

Se o paraíso existe, ele fica no Tuiuti

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Paulo Portilho/Riotur

O desfile da Paraíso do Tuiuti mexeu com os brios do povo brasileiro. Ou pelo menos, de todos aqueles que têm noção, de que ainda são escravizados por um sistema, que privilegia uma elite preconceituosa e excludente, cuja mentalidade ainda é provinciana e escravagista. Uma elite que não deixa de fazer valer os seus privilégios, em detrimento da necessidade dos menos favorecidos.

A comissão de frente composta por negros acorrentados e gritando por liberdade, mostrou de forma visceral, o sofrimento de um povo que, ainda hoje, não desfruta da sua liberdade, no sentido amplo da palavra. E essa era a ideia do enredo “Meu Deus Meu Deus! Está extinta a escravidão?” Tal questionamento proposto pelo carnavalesco Jack Vasconcelos, deveria começar a ser feito, urgentemente, por todos nós.

As dores físicas provocadas pelo açoite, o qual eram submetidos os escravizados de outrora, foram substituídas por uma falsa sensação de liberdade, mantida dentro de um cativeiro social, onde a falta de dignidade imposta, nos leva a um tormento existencial. O chicote do capitalismo opressor, vai deixando marcas profundas de desigualdade e destruindo a auto estima do nosso povo.

O verso do samba que diz: “Não sou escravo de nenhum senhor”, deveria ser adotado como um mantra ideológico e libertador, que nos levasse a reagir nas ruas, a esse golpe capitaneado pelo vampiro do neo liberalismo golpista, Michel Temer, e arquitetado pelo empresariado nacional e pelo capital estrangeiro, que se comportam como novos colonizadores, que pretendem reeditar a escravidão de forma moderna e construir aqui um paraíso do empresariado mundial.

A terra, onde tudo que se planta dá, está sendo preparada para um novo cultivo de escravos. O adubo utilizado pelos novos senhores feudais, para fertilizar o terreno, é a alienação. A mesma que levou uma legião de manifestantes – tão alienados, quanto manipulados – ás ruas, para pedirem o impeachment de uma presidente eleita democraticamente, e assim atender aos interesses dos barões do capitalismo e dos coronéis adeptos do “cabrestismo” político.

Espero que a motivação provocada pelo samba da Tuiuti não se acabe na quarta-feira e que não viremos cinzas nas mãos dessa corja corrupta e escravocrata que tomou o poder. É hora da reação! O paraíso que eles querem instituir por aqui, é o fiscal. Um lugar, fruto de um grande acordo nacional – “com o supremo e com tudo” – onde haja uma perfeita sintonia e grande harmonia entre as instituições. Sem a participação do povo, é claro. Mas, se quisermos habitar um paraíso, se é que ele existe, que seja lá no Tuiuti.

Lá o golpe não tem vez e o povo tem voz.

FORA TEMER!

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