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Sargento morto em operação na Baixada Fluminense é enterrado nesta terça | Rio de Janeiro

O policial Rogério Lima dos Santos, de 37 anos, foi velado e enterrado na tarde desta terça-feira (20), no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, na Zona Oeste do Rio.

O sargento, que estava na corporação há 18 anos, foi assassinado durante uma operação da PM em Queimados, na Baixada Fluminense, na segunda-feira (19). Ele foi socorrido para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu. Entre policiais civis e militares, Rogério é o 28º morto, este ano, no Rio de Janeiro.

A integrante do Movimento Esposas e Familiares – “Somos Todos Sangue Azul”, que reúne parentes de policiais do em defesa da vida, dignidade e memória dos agentes, lamentou a morte do sargento e a de tantos outros oficiais.

“O sentimento é de desespero, a gente se sente desesperado todos os dias porque a gente sabe que a qualquer momento a gente pode receber uma notícia dessa. Então, o Rio de Janeiro realmente está em guerra. Eu acho que as pessoas ainda não acreditaram. Estamos perdendo todos os dias nossos herois”, disse Rogéria Quaresma.

“Hoje nós sepultamos um policial militar e eu pergunto quantas vidas esse heroi salvou me solidarizo aqui a todas a famílias que sepultaram seus entes queridos, vítimas da violência que assola o estado do Rio de Janeiro e o Brasil. Hoje sepultamos um heroi, mas nós vamos virar esse jogo, nós acreditamos nisso. Temos fé que nós vamos virar esse jogo. Nossos herois vão virar esse jogo”, garantiu.

Emocionada, a tia do sargento, Vera Lucia dos Santos questionou as ações de autoridades para coibir a violência no estado e reduzir o número de mortes de policiais.

“Ele era realmente um bom filho, um bom amigo, um bom sobrinho e um bom militar. Daqui há uns dias eu estou com 65 anos e vai ter mais bandidos do que militares, chefes de família, pais, avós, sogros, e o que o nosso presidente, o que o nosso prefeito, o que o nosso governador está fazendo? Nada vezes nada”, criticou.

Desafios da intervenção federal

Após discurso em uma conferência do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), o general disse que, diante do quadro complexo que vive a segurança pública do Rio, os militares envolvidos diretamente na intervenção “têm procurado manter uma postura de não gerar expectativas, não tomar atitude espetaculosa e de não inaugurar promessa”.

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