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Santander vê situação econômica do Brasil como sólida e mantém aposta

MADRI  –  A presidente mundial do Santander, Ana Botín, afirmou ver de forma “muito positiva” a médio prazo o que está ocorrendo no Brasil. “Só fortalece a democracia, as instituições, é positivo para a confiança”, afirmou, ao comentar a crise política atual. A instituição prevê um crescimento de 0,5% a 0,7% para este ano.

Ela afirmou que esse quadro “não altera em nada os planos para o Brasil”. “O que está acontecendo com o Brasil é uma situação complicada, mas mais na política do que na economia”, afirma. “A situação macro do Brasil é sólida e esses indicadores são importantes”, disse. Ela acrescentou ainda que, hoje, a confiança das empresas e a perspectiva de crescimento “está melhor do que há um ano”. “Apostamos no Brasil como sempre.”

No XVI Encontro Santander – América Latina, Ana Botín afirmou que o banco seguirá apostando em três vertentes para o crescimento: inclusão financeira, investimento em educação nos países em que atua e infraestrutura. Ela afirmou que o programa de microcrédito do Brasil é um exemplo a ser seguido. E que haverá um novo programa dessa modalidade no Brasil em novembro.

Ela disse ainda que uma das coisas que poderia ajudar a América latina seria uma maior integração entre regiões. Ela lembra que, enquanto na União Europeia 63% do volume exportado é destinado à região, no Mercosul essa fatia é de apenas 27%. “Não temos esse mandato, de aumentar a integração, mas podemos fazer através dos nossos clientes. Pelas nossas equipes da Argentina, Brasil e Chile”, afirmou.

Ana Botín afirmou que o banco seguirá em sua estratégia de crescimento orgânico no Brasil. Mas não descartou que possa haver aquisições, desde que elas sejam rentáveis.

Ela repetiu que a instituição atua hoje em todos os segmentos bancários, desde grandes empresas até microcrédito. Reconheceu que poderia estar mais presente na área de ‘Wealth Management’. Disse também que a recompra da operação de ‘Asset Management’ poderá dar mais flexibilidade nesse sentido. “Não precisamos comprar, mas se forem oportunidades rentáveis vamos analisar oportunidades estratégicas que somem ao mix do banco e cumpram rigorosos critérios financeiros”, afirmou.

A executiva disse ainda que o banco entende ter hoje o papel de apoiar os clientes nessa fase de instabilidade pelo qual o país passa. “Entendo que temos que apoiar os clientes nos momentos de instabilidade política ou de menor crescimento.”

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