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Rixa entre Comando Vermelho e PCC motivou execução e esquartejamento

Campo Grande

Integrantes do PCC disseram que foram ameaçados e consideram prisão como “troféu”

Três integrantes da Facção Criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) assumiram a execução e esquartejamento de Fernando do Nascimento dos Santos, 22 anos. Ueslei de Oliveira Rodrigues, 22, Wellington Ferreira de Souza, 24, e Danilo Richele da Silva Fernandes, 18, foram presos e disseram que mataram o rapaz porque ele teria se identificado como integrante do Comando Vermelho e os ameaçou de morte.

De acordo com o delegado de Polícia Civil Hoffman D’ávila Cândido Souza, Ueslei degolou a vítima, Danilo esquartejou e Wellington filmou toda a ação.

Segundo versão dos suspeitos, Fernando teria ido até uma boca de fumo que funciona em uma casa no Jardim Los Angeles, alugada de um traficante preso na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande. Sem saber que o grupo era do PCC, ele disse que era da facção rival, Comando Vermelho, e teria ameaçado o trio de morte.

Dessa forma, suspeitos amarraram Fernando e articularam com comparsas, por telefone, o que seria feito com ele. Quando tiveram autorização, eles mataram o rapaz.

Depois do crime, Danilo foi embora do local de Uber, ligou para o comando do PCC e disse: “O serviço tá pronto, a galinha tá morta”. Execução foi o “batismo” dele pela facção.

Corpo de Fernando foi desovado na rua Engenheiro Paulo Frontim, no Los Angeles.

Polícia identificou os suspeitos por meio de investigações da Delegacia Especializada de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratininga, 5ª Delegacia de Polícia Civil e do Grupo de Operações e Investigações (GOI). Ontem, equipes policiais foram até uma casa, na Moreninha, onde estavam Ueslei e Weelington, acompanhados de duas mulheres, consumindo drogas.

Ao notarem a presença da polícia, eles tentaram fugir pulando muro de diversas residências, mas foram capturados. Danilo foi preso posteriormente na casa do irmão, no Portal Caiobá, onde estaria esperando dinheiro da avó para deixar o Estado.

Paulo Danilo Correia da Silva, 28 anos, também estava na casa e foi preso. Ele não participou do homicidio, mas tem passagens por tráfico e veio de Mato Grosso, onde tem condenaçaõ de 20 anos de prisão por roubo. As mulheres também não participaram da execução e foram liberadas.

Segundo o delegado Hoffman, motivo do crime foi banal, sendo uma rixa entre as organizações criminosas. Ainda segundo ele, para Danilo, a morte representa um troféu e a prisão pelo crime barbáro representa uma ascensão e é “motivo de orgulho”. Delegado definiu o suspeito como psicopata, com a função de esquartejar a vítima e mandar recado para o Comando Vermelho.

Na Delegacia, todos disseram que vítima “chegou pagando de louco”, ameaçando-os de morte, e por isso decidiram matá-lo. “Morrer pelo comando é o prêmio da guerra”, disse Danilo.

Todos foram indiciados por homicídio qualificado, associação criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, desobediência e resistência.

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