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Revelando polêmicas da seleção chilena, Sampaoli teve ‘profecia’ concretizada

A ausência do Chile na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, provocada pela campanha ruim nas Eliminatórias Sul-americanas, para muitos, é uma grande surpresa. Não para Jorge Sampaoli, técnico de La Roja entre 2012 e 2016. O fracasso de uma “geração dourada”, bicampeã da Copa América e vice da Copa das Confederações, foi previsto pelo atual treinador da Argentina ainda em 2015, como informa a publicação do jornalista Sergio Gilbert no diário

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O artigo relata declarações do argentino em uma conversa informal quando ainda comandava os chilenos, em que revela episódios e problemas comportamentais de alguns jogadores nos períodos de convocações e apresentações. Ele, inclusive, chegou a cravar que a seleção não chegaria à Copa caso continuassem agindo de tais maneiras. “Se seguirmos assim, sem fazer nada, sem mudar profundamente a postura, é difícil que o Chile chegue ao Mundial”, disparou.

Ao que indicam os trechos relatados, excessos, bebidas e festas eram muito comuns entre os atletas. O primeiro a ser citado por Sampaoli teria sido o ex-Grêmio Eduardo Vargas, atualmente no Tigres-MEX. “Cada vez que o vejo se apresentar ao Chile, está pior do que antes”. O meia Matías Fernández, com recente passagem pelo Milan, também foi alvo de crítica. “Já não joga mais no nível que se espera para uma seleção”. Com o atacante Mauricio Pinilla, que passou pelo Vasco em 2008, não foi diferente. “Quando o convoco, só pensa nas festas”.

O zagueiro Gary Medel e o principal jogador do time, o atacante Alexis Sánchez, também foram lembrados pelo argentino. “Ele gosta de sair e se divertir, mas não bebe”, disse, sobre o primeiro. “Às vezes aparece com seus fones de ouvido e se senta sozinho para tomar café da manhã. Sem falar com ninguém”, contou, sobre o camisa sete do Arsenal.

No entanto, a declaração mais dura de Sampaoli teria sido a destinada ao volante Arturo Vidal, do Bayern de Munique. “É caso para um especialista médico. Gosta muito de beber e não se controla. Quando voltávamos de Lima, no avião, veio me perguntar se poderia abrir uma garrafa de cerveja que havia acabado de comprar no aeroporto. Eu disse que não, em função dos dirigentes e outras pessoas”, revelou. “Outra vez, com a ajuda do motorista do ônibus que nos transportava, ele e outros jogadores conseguiram uma garrafa de whisky. Tive que despedir o motorista, ainda que soubesse que a culpa era de Vidal”, completou.

Por fim, falando sobre Claudio Bravo, o treinador admitiu que, pelo goleiro e capitão, o grupo demonstrava respeito e colocava a cara para bater. Porém, teria reconhecido que a liderança da seleção chilena seria desempenhada por outros jogadores. A própria mulher de Bravo chegou a disparar contra alguns atletas após a desqualificação, que ocorreu na última terça-feira, em derrota para o Brasil. Segundo ela, alguns chilenos chegaram embriagados a treinos e concentrações.


Gazeta Esportiva

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