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Puigdemont desiste de ser presidente catalão e designa sucessor | Mundo

Quim Torra discursa no parlamento catalão, em Barcelona, no dia 24 de março (Foto: Lluis Gene/AFP)Quim Torra discursa no parlamento catalão, em Barcelona, no dia 24 de março (Foto: Lluis Gene/AFP)

Quim Torra discursa no parlamento catalão, em Barcelona, no dia 24 de março (Foto: Lluis Gene/AFP)

O líder separatista da Catalunha Carles Puigdemont anunciou nesta quinta-feira (10) na Alemanha que desistiu de ser o presidente da região e nomeou um novato na política, Quim Torra, candidato à sua sucessão.

“Nosso grupo propõe o camarada deputado (catalão) Quim Torra à presidência da Generalitat” da Catalunha, uma região rica do nordeste da Espanha, disse Puigdemont em um vídeo, propondo que este editor de 55 anos tente ser empossado nos próximos dias.

Na quarta-feira, o governo espanhol barrou a reeleição de Puigdemont como presidente regional, forçando os separatistas a escolher entre desistir de seu líder para liderar a região e realizar novas eleições.

Em reunião extraordinária, o Executivo do conservador Mariano Rajoy decidiu apresentar no Tribunal Constitucional um recurso contra a reforma promovida do Parlamento catalão para permitir uma presidência à distância de Puigdemont, atualmente na Alemanha e à espera de um processo de extradição para a Espanha.

“Nenhum candidato à presidência da Generalitat da Catalunha pode ser investido se não estiver presente no Parlamento”, afirmou o porta-voz do governo espanhol, Inigo Mendez de Vigo, ressaltando que Puigdemont é um “foragido da justiça”.

Os separatistas, com maioria absoluta no Parlamento catalão desde as eleições de dezembro, poderiam escolher um presidente até 22 de maio, data em que novas eleições deveriam ser convocadas, caso o bloqueio seja mantido.

Até o momento, todos os candidatos indicados para presidente foram bloqueados pela justiça: além de Puigdemont, seus dois sucessores, o ativista Jordi Sanchez e o ex-porta-voz do governo Jordi Turull, estão na prisão.

Como a outros sete líderes do movimento de independência, o juiz do Supremo Tribunal encarregado de investigar a tentativa de secessão decretou prisão preventiva aos processá-los por rebelião, desobediência e peculato.

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