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Protagonista absoluto “em casa”, o “profeta” Griezmann brilha e enfim sai do zero

Atacante foi o grande nome da decisão e o cara do merecido título do Atlético de Madrid na Liga Europa

Não apenas pela importância e tamanho natural de uma final, a decisão da Liga Europa nesta quarta-feira (16) era especial para Antoine Griezmann.

Um dos melhores atacantes do mundo na atualidade, o craque francês buscava seu primeiro grande título na carreira. Isso mesmo. Aos 27 anos, Griezmann não tinha uma conquista de primeira grandeza como profissional, mesmo tendo enorme reconhecimento ao redor de todo o planeta.

O avante, afinal, foi eleito o terceiro melhor jogador do mundo, o jogador francês do ano, o craque de La Liga e o melhor jogador e artilheiro da Eurocopa, tudo isso em 2016.

No entanto, as únicas taças que ele tinha erguido até esta tarde eram a Segunda Divisão da Espanha, com a Real Sociedad, em 2010, e a Supercopa da Espanha, com o Atlético de Madrid, em 2014. Pela França ele tinha ganho o Europeu Sub-19, em 2010, e bateu na trave na Eurocopa, em 2016.

Além disso, a decisão também era especial porque Griezmann a disputaria “em casa”. Apenas 45 minutos de distância separam o palco da final de Mâcon, pequena cidade francesa onde nasceu o matador.

E como acontece dentro de campo, Griezmann não desperdiçou sua grande chance. “Em casa”, o francês foi protagonista e brilhou absurdamente para enfim conquistar um grande título. Tudo como ele “previu”.

O site oficial da Uefa publicou uma entrevista com o craque na véspera da decisão, e entre vários assuntos, o atacante destacou seu bom retrospecto no Groupama Stadium.

“É algo bonito disputar a final em Lyon, a 45 minutos da minha cidade. Muita gente da minha família estará lá e tomara que seja uma final feliz. Tenho boas recordações do estádio. Marquei dois gols lá na Eurocopa. Estávamos perdendo, mas conseguimos a virada. Também marquei um gol na Champions. A verdade é que é uma cidade que gosto muito e onde costumo me dar bem, e espero que continue assim”, disse o jogador.

E continuou assim. Nesta tarde, o Olympique Marseille até começou melhor, criando mais chances e dominando as ações. Germain, inclusive, perdeu uma chance incrível. No entanto, quando os franceses pareciam mais próximos do gol, quem abriu o placar foi o Atleti, com… Griezmann!

Mandanda tocou uma bola na fogueira para Anguissa, que “dominou” de forma bizarra, basicamente dando uma assistência para o camisa 7 colchonero abrir o placar, aos 21 minutos de jogo. 

A equipe francesa se esqueceu do básico contra os Rojiblancos: não perder chances claras no ataque, porque você terá poucas contra a forte defesa de Simeone, e não errar na defesa na frente de jogadores do gabarito de Griezmann e Diego Costa.

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Onze minutos depois de marcar seu primeiro gol, o atacante voltou a brilhar, mas desta vez com uma atitude. Grande estrela do Olympique Marseille, Payet, que brilhou ao seu lado durante a Euro 2016 com grandes atuações pela seleção francesa, deixou o campo lesionado e chorando. Griezmann consolou o amigo, com quem pode disputar a Copa do Mundo.

Mas não parou por aí. Após o 1 a 0, o Atlético de Madrid cresceu na partida, equilibrou as ações e, com o tempo, passou a ser superior em campo. A superioridade foi premiada com mais um gol aos quatro minutos da etapa final, novamente de Griezmann, desta vez um belo gol, com o craque tocando com categoria e frieza por cima do goleiro. 

Depois disso, o Atleti, que passou a apenas administrar a vantagem, ainda marcou mais um gol, e um tento emocionante, com o capitão Gabi, um dos grandes símbolos da Era Simeone, fechando o placar em 3 a 0 e decretando o terceiro título dos Rojiblancos na Liga Europa.

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