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Projeto do PT no o meu, diz Ciro Gomes – Politica

Braslia, 16 – Pr-candidato do PDT Presidncia da Repblica, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) disse nesta segunda-feira, 16, no ter nenhuma expectativa de apoio do PT sua candidatura e que no representa o Partido dos Trabalhadores na disputa presidencial. “Estamos cansados de saber que o PT no apoiar ningum”, declarou o presidencivel em evento na cidade de Nova Lima (MG).

De olho no eleitorado de esquerda crtico ao PT, Ciro fez questo de marcar posio e disse que o projeto que defende diferente para o Pas. “O projeto do PT no , definitivamente, o meu”, ressaltou. O ex-ministro do governo Lula disse que os partidos de esquerda tm suas peculiaridades, mas que diante da polarizao acabam se unindo em algum momento. “A esquerda diz que ela s se une na cadeia, porque a tradio um pouco essa”, completou.

Ciro, que pediu autorizao judicial para visitar o ex-presidente Luiz Incio Lula da Silva na priso, enfatizou que no tratar de poltica com o petista e que pretende visit-lo como “velho camarada de mais de 30 anos”. “Vou como amigo, no tratarei uma frase sobre poltica”, afirmou.

O encontro visto como um gesto do pedetista em busca de uma reaproximao com os petistas, j que Ciro e a cpula do PDT no estiveram no ato poltico em So Bernardo do Campo (SP) que antecedeu a rendio de Lula. No entanto, Ciro faz questo de endurecer o discurso em pblico e diz que “no era obrigado” a estar no evento de Lula, j que estava em um compromisso pr-agendando no exterior. “Por que eu tinha de estar l? Em nome de que eu tinha de estar l? A quem estou devendo esse gesto?”, questionou.

O presidencivel lembrou que todos os partidos de esquerda esto mantendo suas pr-candidaturas e que ningum est discutindo alianas no primeiro turno. Comparando a corrida presidencial Frmula 1, Ciro disse que os competidores ainda esto sendo testados para ver quem estar bem “no grid de largada”. “Est todo mundo no treino livre”, comentou.

Pesquisa

Segundo pesquisa Datafolha divulgada no ltimo fim de semana, Lula continua liderando a corrida ao Palcio do Planalto mesmo preso. O petista aparece em trs cenrios e oscila entre 30% e 31%, na liderana, frente do deputado Jair Bolsonaro (PSL), que varia entre 15% e 16%, e Marina Silva (Rede), com 10%.

No cenrio com Lula, Joaquim Barbosa (PSB) aparece com 8%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 6%, Ciro Gomes (PDT) com 5%, Alvaro Dias (Podemos) com 3%, Manuela D’vila (PCdoB) com 3%, Fernando Collor de Mello (PTC) com 1%, Rodrigo Maia (DEM) com 1%, Henrique Meirelles (MDB) com 1%, Flavio Rocha (PRB) com 1% e outros, como Paulo Rabello de Castro (PSC), no pontuaram.

Em todos os cenrios sem o ex-presidente Lula, Ciro Gomes (PDT) alcana 9% das intenes de voto, empatado tecnicamente com Alckmin, que varia de 7% a 8%, e Barbosa, que oscila entre 9% e 10%.

Ao avaliar o “retrato do momento”, Ciro disse que no consegue visualizar Bolsonaro liderando pesquisa de inteno de voto por seu “despreparo” e sua “extensa boalidade”. Ciro lembrou que uma parcela do eleitorado ainda aguarda a indicao do candidato apontado por Lula.

Para Ciro, os ndices de Barbosa se devem exposio do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do Mensalo e ao fato dele ter um perfil de algum de fora da poltica. O pr-candidato do PDT considera que a perspectiva de votos no magistrado aposentado mostra o fim de um ciclo no Pas e a busca por novas lideranas.

O ex-ministro de Lula disse que resta saber se o pr-candidato Joaquim Barbosa ter consistncia comprovada no decorrer da campanha eleitoral, uma vez que as candidaturas se tornaro competitivas a partir do atrito entre elas. “Todos ns teremos de nos expor frico”, observou o pedetista.

(Daiene Cardoso)

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