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Primos de Benjamin Steinbruch pedem na Justiça a venda de CSN e Vicunha

Os herdeiros estão em meio a um processo judicial que pode comprometer o futuro das empresas do clã.

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Estadão Conteúdo

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21 mar 2018, 18h04

São Paulo – Os herdeiros da família Steinbruch, dona da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Vicunha, estão em meio a um processo judicial que pode comprometer o futuro das empresas do clã. Clarice e Léo Steinbruch, representados pela holding CFL Participações, entraram com uma ação na Justiça nesta quarta-feira, 21, pedindo a venda das companhias da família. O início da disputa societária entre os Steinbruch foi antecipado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” na edição do dia 31 de janeiro.

O processo está sendo conduzido pelo advogado Ricardo Tepedino, da banca Tepedino, Migliore, Berezowski e Poppa Advogados. Segundo Tepedino, a ação imposta pelos primos do empresário Benjamin Steinbruch, presidente da siderúrgica CSN, propõe a venda das empresas da família para a divisão dos negócios ou a dissolução das quatro holdings que controlam os negócios da família, que inclui a CSN,a Vicunha, propriedades rurais e shoppings, além do banco Fibra, para viabilizar a partilha dos bens.

Os dois ramos da família – representados pela Rio Purus, holding que representa Benjamin, Ricardo e Elizabeth Steinbruch, e pela CFL, que representa Léo e Clarice, primos do presidente da CSN – estão brigados. As duas partes são os maiores acionistas da CSN e Vicunha e se desentenderam no fim do ano passado porque a Rio Purus não reconhecera validade do acordo de acionistas firmado em 1994.

O conglomerado, que inclui a CSN e a Vicunha, foi criado nos anos 1960 pelos irmãos Mendel (pai de Benjamin, Ricardo e Elisabeth), que faleceu em 1993, e Eliezer (pai de Clarice e Léo). Os Steinbruch foram sócios do empresário Jacks Rabinovich, que se desfez de sua participação em 2005.

Os desentendimentos entre os atuais herdeiros dos Steinbruch ganharam força com a morte de Eliezer, em 2008. O acordo de acionistas da família Steinbruch foi firmado em 1994, após a morte de Mendel. Mesmo com fatias societárias diferentes, os herdeiros da família Steinbruch teriam o mesmo peso nas decisões dos negócios. Mas, segundo fontes, Benjamin costuma centralizar as principais decisões da companhia.

Nos últimos anos, os primos tentaram dar início a um processo de desmembramento das empresas. Os filhos de Eliezer, segundo fontes, estariam dispostos a sair dos negócios, mas há impasse sobre quanto valeria hoje sua participação.

Procurados, os representantes da Rio Purus não retornaram os pedidos de entrevista até a liberação desta nota.

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