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Polícia localiza carro que pode ajudar em investigação de ataque em Manchester | Mundo

Polícia segue investigando últimas ações de Salman Abedi, responsável pelo ataque que deixou 22 mortos e 116 feridos após show de cantora americana.

A polícia britânica informou nesta sexta-feira (2) que isolou uma área no centro de Manchester após identificar um carro que pode ser “significativo” para a investigação sobre ataque a bomba da semana passada na cidade inglesa.

A polícia está apurando as ações de Salman Abedi, que matou 22 pessoas e deixou 116 feridos em um show da cantora norte-americana Ariana Grande no dia 22 de maio, no ataque militante mais letal no Reino Unido em 12 anos.

Os investigadores disseram ter localizado um Nissan Micra branco no centro de Manchester. A polícia colocou um cordão de isolamento na área, esvaziou prédios nas redondezas e pediu que as pessoas mantenham a distância.

“Nós estamos muito interessados em qualquer coisa que as pessoas possam nos dizer sobre os movimentos desse carro e quem esteve nele nos últimos meses”, disse o detetive Russ Jackson em comunicado.

A polícia tem investigado as últimas ações de Abedi analisando seus telefonemas e assistindo a seus movimentos em circuitos fechados de televisão especialmente a partir do momento em que ele chegou da Líbia, quatro dias antes do massacre.

Na quarta-feira (31), a polícia afirmou que liberou um sexto suspeito detido durante as investigações sobre o ataque. Dez homens permanecem detidos sob suspeita de fazerem parte de células terroristas.

O homem de 21 anos tinha sido detido em 24 de maio na cidade de Nuneaton, no centro da Inglaterra, a 180 quilômetros de Manchester.

De acordo com especialistas, a bomba detonada por Salman Abedi era um potente artefato caseiro equipado com um detonador sofisticado. Segundo as investigações, tudo indica que ele comprou os principais componentes do artefato e realizou a maior parte das ações sozinho.

Os primeiros detalhes sobre o artefato foram divulgados pelo jornal americano New York Times, que publicou oito fotografias mostrando diferentes partes: o detonador, a bateria, os restos da mochila onde o dispositivo foi escondido, e parafusos e peças metálicas utilizados para aumentar os danos causados às vítimas.

“Em termos de componentes, alguns são acessíveis e fáceis de encontrar”, explicou à AFP Will Geddes, proprietário da empresa de segurança ICP.

Mas o detonador, uma peça metálica em forma de tubo, “é muito difícil de conseguir sem levantar suspeitas”, estimou, considerando que tal parte dificilmente passaria por um controle de segurança em um aeroporto.

De acordo com New York Times, o detonador continha um pequeno circuito impresso, e não um simples interruptor, como é geralmente o caso, o que sugere a existência de um mecanismo retardador ou para fazer a bomba explodir remotamente.

De acordo com fontes dos serviços de segurança citadas pelo jornal The Independet, o explosivo continha peróxido de hidrogênio, um composto químico que faz parte do fabrico do TATP, um pó branco utilizado nos atentados de 2016 em Bruxelas.

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