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Polícia faz perícia em fuzis para identificar numeração das armas apreendidas no Galeão | Rio de Janeiro

Armas serão desmontadas e passarão por perícia química. Objetivo é encontrar a numeração que leve aos compradores.

A delegacia de Roubos e Furtos de Cargas e a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) farão ainda hoje a análisea perícia de todos os 60 fuzis apreendidos nesta quinta-feira (1) no terminal de Cargas do Galeão. O objetivo é descobrir a numeração das armas, que vieram raspadas para dificultar a identificação e origem do armamento. Enquanto isso, a polícia tenta informações sobre o empresário brasileiro em Miami que foi identificado como vendedor das armas.

Como o RJTV mostrou, as armas vão ser desmontadas e vão passar por um exame químico. A polícia, de posse desses números, pode chegar até os compradores dessas armas. Nesta quinta, a polícia prendeu quatro pessoas preventivamente, na operação que foi considerada a maior apreensão de fuzis da história do Rio. Cada fuzil é avaliado em R$ 50 mil cada, o que significa mais de R$ 3 milhões em fuzis apreendidos.

A polícia acredita que outras 30 cargas como essa entraram no país por essa mesma rota. O número de apreensões de fuzis passou de 93 de janeiro a abril de 2016 para 139 nos primeiros quatro meses de 2017.

Polícia do Rio apreende 60 fuzis no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Gnews) (Foto: Reprodução GloboNews)Polícia do Rio apreende 60 fuzis no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Gnews) (Foto: Reprodução GloboNews)

Polícia do Rio apreende 60 fuzis no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Gnews) (Foto: Reprodução GloboNews)

Cooperação com polícia americana

Em entrevista ao Bom Dia Rio, o delegado titular da delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, Maurício Mendonça, explicou sobre a cooperação entre agências americanas e a polícia. Segundo investigadores da Polícia, o objetivo é prendê-lo e trazê-lo para interrogatório no Brasil.

“As informações foram repassadas à polícia americana, que está realizando diligências para capturar os marginais que estão nos Estados Unidos”, explicou o delegado.

Até o momento, a polícia tem informações sobre a participação no esquema de um despachante aduaneiro que ajudava a liberar a mercadoria.

Dando detalhes sobre a investigação, o delegado contou que os policiais não acreditavam que a rota aérea estaria sendo usada para trazer fuzis para o Rio.

“A informação demorou a chegar para nós, levamos um ano e meio nessa investigação. Inicialmente achamos que ele vinha de maneira terrestre. Bem próximo do fim descobrimos que o armamento estava vendo pelo Aeroporto Internacional”, destacou um dos responsáveis pela investigação.

O delegado da Polícia Civil acredita que a descoberta da rota possa alterar a rotina nos aeroportos.

“Agora que está comprovado que vem dessa forma, imagino que deva haver uma mudança na rotina. E tudo isso ontem foi comunicado à Polícia Federal e à Receita Federal que contribuíram para que esta apreensão acontecesse. Eu acredito que, a partir de agora, essa fiscalização seja maior”, explicou Maurício Mendonça.

Uma reunião pode alterar a forma como é monitorada as cargas que chegam ao Brasil. Atualmente, o que vale é o sistema por amostragem, que pode ser alterado por um sistema mais rígido.

“Tudo começou porque um dos fuzis apreendidos é o AR-10, que é um fuzil americano, que vem dos Estados Unidos. Percebemos que este fuzil estava sendo empregado de maneira firme, tanto no tráfico de drogas quanto no roubo de cargas. Percebemos que o Rio de Janeiro poderia estar sendo inundado com este tipo de armamento”, explicou o policial.

Fuzis foram apreendidos no Aeroporto Galeão na tarde de quinta-feira (1). Carga é avaliada em mais de R$ 3 milhões (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Fuzis foram apreendidos no Aeroporto Galeão na tarde de quinta-feira (1). Carga é avaliada em mais de R$ 3 milhões (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Fuzis foram apreendidos no Aeroporto Galeão na tarde de quinta-feira (1). Carga é avaliada em mais de R$ 3 milhões (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

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