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Polícia Civil do RN aceita proposta do governo para pôr fim à paralisação

247 – A Polícia Civil do Rio Grande do Norte encerrou nesta terça-feira (9) a greve iniciada em 20 de dezembro. O  Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) confirmou que as atividades da Polícia Civil serão normalizadas ainda nesta terça.

“Diante das propostas e de contrapropostas que o SINPOL-RN fez, a categoria entendeu por regularizar os atendimentos. Em prol da sociedade, que tem nos apoiado desde o início, decidimos dar esse voto de confiança ao Governo do Estado. Agora, esperamos que o governador cumpra com o que se comprometeu”, explica Nilton Arruda, presidente do Sindicato.

A Polícia Militar aguarda a assinatura de um Termo de Ajustamento de Gestão por parte do executivo estadual, do Ministério Público e da Assembleia Legislativa para tomar uma posição.

Os PMs protestam contra o pagamento dos salários de novembro (que foram pagos no último dia 6), dezembro e o 13º, além de pedirem melhores condições de trabalho. No sábado (6), o RN decretou situação de calamidade na segurança pública.

O governo se comprometeu a concluir a folha de pagamento de dezembro até a próxima esta sexta-feira (12) e prometeu não abrir processo administrativo ou qualquer outra sanção contra nenhum agente pela paralisação. O executivo também informou que aumentará o vale alimentação de R$ 10 para R$ 20, e entregar, até sexta, 50 novos carros para os batalhões.

Com a greve, aconteceram 106 mortes violentas nos primeiros 15 dias sem policiamento nas ruas, uma média de 7 mortes por dia, segundo levantamento do Obvio (Observatório da Violência Intencional do Estado), entidade que analisa estatísticas locais de violência. Nos 15 dias anteriores à paralisação, foram 75 homicídios, segundo o órgão, média de 5 mortes por dia.

Com 2.408 assassinatos, 2017 foi ano mais violento do estado – em 2016 foram 1.995 homicídios, de acordo com o observatório. No ano retrasado, o RN foi o segundo Estado mais letal do país, com taxa de 57 mortes violentas (homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte), para cada 100 mil habitantes, perdem apenas para Sergipe (64), segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, atrás de Sergipe, com taxa de 64 casos.

 

 

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