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PF desarticula grupos que contrabandeavam cigarros – 17/04/18 – SOROCABA E REGIÃO




A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira (17) 35 mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária, 45 mandados de busca e apreensão e 32 mandados de sequestro e bloqueio de bens, em decorrência de investigações iniciadas em agosto de 2017 pela Delegacia de Polícia Federal em Sorocaba. O inquérito policial visa desarticular duas organizações criminosas com ramificações em quatro estados da federação, especializada em contrabando de cigarros do Paraguai. Algumas pessoas detidas hoje já haviam sido investigadas na Operação Mandrin, deflagrada por esta delegacia em 2007, em virtude da prática do mesmo tipo de crime.

Os cumprimentos dos mandados estão sendo realizados em Sorocaba, Jundiaí, Piracicaba, Várzea Paulista, Cesário Lange, São Paulo, Linhares (Espírito Santo), Umuarama (Paraná), Naviraí e Iguatemi (ambas em Mato Grosso do Sul), através de efetivo de, aproximadamente, 200 policiais federais, além de servidores da Receita Federal e da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que apoiaram a investigação desde o início.

Segundo a Polícia Fedral, no decorrer deste trabalho, foram elaborados 17 autos de prisão em flagrante com o apoio da Polícia Rodoviária Estadual, com prisão de 25 indivíduos, apreensão de 25 veículos (entre caminhões, vans e automóveis), além da apreensão de 4.276 caixas de cigarro (num total aproximado de 4.276.000 maços).

Levando-se em conta os preços considerados pela Receita Federal para fins tributários, tem-se que o prejuízo para as organizações monta aproximadamente R$ 13.725.960,00. Em tributos sonegados, unicamente em razão das atividades delituosas objeto das prisões em flagrante citadas, tem-se o valor de R$ 14.000.479,20 em detrimento dos cofres públicos. Estima-se ainda que as duas organizações criminosas movimentem, mensalmente, 7200 caixas de cigarros, no importe de R$ 5.760.000,00, com lucro real de R$ 2.500.000,00.

Um policial militar foi preso preventivamente e encaminhado ao presídio Romão Gomes na capital. A Polícia Militar, que vinha acompanhando os trabalhos, participou da detenção do policial.

A operação foi denominada “Homônimo”, em decorrência do fato de que, coincidentemente, os chefes das duas organizações criminosas investigadas são conhecidos por “Roberto” (embora se tratem de duas pessoas distintas).

Detalhes da operação serão divulgados em entrevista coletiva nesta manhã.

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