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Pezão quer que universitário trabalhe para estado por dois anos após formatura na Uerj

Pezão: ‘Aluno que estudou de graça dentro da nossa universidade tem que prestar um serviço seja em qualquer área’ – Jorge William / Agência O Globo

RIO – O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou, em entrevista na manhã desta quarta-feira à Rádio CBN, que vai enviar à Assembleia Legislativa ainda este mês um projeto para que os alunos da Uerj trabalhem para o estado por dois anos em contrapartida pelos anos em que estudaram de graça na instituição. Pezão negou que haja qualquer proposta de privatização da universidade no plano de socorro federal assinado nesta terça-feira em Brasília.

– Estou desde outubro de 2016 negociando com a equipe do Tesouro. Eu, o secretário de Fazenda, da Casa Civil e toda equipe econômica. Em nenhum minuto (a privatização da Uerj) foi colocada para nós. Eles colocaram como sugestões. É fora de qualquer propósito. Ainda mais na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, que é uma universidade de excelência. Acabaram de ganhar agora como uma das melhores escolas de Medicina do país. Acho que precisamos fazer uma reforma estruturante em todas as universidades. Esse universitário que estuda de graça cinco, seis anos, tem que retornar, quando termina seu curso, alguma coisa para o estado. Ou ele trabalha para o estado durante dois anos. É uma lei que quero mandar para a Assembleia Legislativa em setembro e discutir com a sociedade. Esse aluno que estudou de graça dentro da nossa universidade tem que prestar um serviço seja em qualquer área.

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Pezão voltou a falar da Uerj, no fim da manhã, ao apresentar o pacote de ajuste fiscal no Palácio Guanabara durante seu discurso, acompanhado pelo reitor da Uerj, Ruy Garcia. O governador reafirmou que nunca pensará na medida de privatizar ou acabar com as universidades públicas.

– Nunca vou conversar isso. Temos consciência. Claro que temos que racionalizar isso. Uma pessoa que estuda anos na faculdade pode dar retorno para o estado no futuro. Um médico pode trabalhar numa UPA, num hospital.

Ao fim da cerimônia, ao ser perguntado sobre a prestação de serviço feito pelos universitários, Pezão disse que ainda tem detalhes de como seria feita.

– Não sei. Isso a gente ainda vai estudar. Vamos discutir.

ÚNICA SALVAÇÃO

Na entrevista à CBN, Pezão disse ainda que o projeto de ajuste fiscal era a única salvação para o estado:

– O acordo para nós é duro, difícil. Um dos maiores ajustes que um estado possa ter feito no país. Mas era a única salvação do estado para tomar rumo. E se Deus quiser, no final, quando sair do governo, ver o estado saneado e em condições de crescer.

Com relação à sugestão de demissões, Pezão disse que pensa em um programa para as empresas que foram privatizadas na década de 1980:

– Já fizemos muito o enxugamento. O custeio do Executivo voltou ao nível de 2009/2010. Não temos muito mais gordura para queimar. Mas sempre há empresas que eu quero fazer plano de demissão voluntária. E vou ter recursos para isso. Empresas que já foram privatizadas em 1986 e 1987 e que continuaram. Têm 2.000 funcionários. A gente tem dívidas trabalhistas que eu quero ver se acerto com esses recursos. Faço um PDV e extingo essas empresas – afirmou à CBN.

O governador ressaltou que não haverá aumento de impostos:

– Já fizemos esse aumento de receitas e impostos no ano anterior. Não pretendemos aumentar impostos. Tem um fundo de estabilização fiscal que é um fundo de incentivos para empresas. O governo exigiu que o aumentássemos para 10% ao ano. Já aprovamos essa lei. Estamos fazendo um chamamento no dia 18 de setembro da securitização da dívida ativa. Este ano, vamos fazer três lançamentos dessa securitização. A gente espera dar um aumento significativo da receita. E estamos lutando por muitas receitas que o estado perdeu ao longo dos anos. O estado está na Justiça. Já estamos com decisões favoráveis no Supremo Tribunal Federal que fazem com que aumente a receita.

Ao ser indagado se o vai dar benefícios para as empresas se instalarem no Rio, Pezão disse que não há incentivos novos, apenas a análise dos já concedidos anteriormente:

– São empresas que estavam represadas, já dados os incentivos. Foi passada uma lei no Congresso Nacional agora que os incentivos têm que ser convalidados. E nós estávamos com uma liminar do Ministério Público numa lei estadual que caiu na Justiça que nos proibia de renovar esses convênios. Não há nenhum novo. São todos incentivos antigos que estamos publicando para ser convalidados no Confaz, como todos os outros 26 estados vão fazer nos próximos 90 dias.

Pezão frisou que incentivos são importantes para atrair empresas que o estado tinha perdido:

– Há incentivos que foram muito importantes para nós atrairmos de novo para o Rio empresas que tínhamos perdido. Vou te dar um exemplo. No ramo de logística, perdemos para a fronteira com Minas e Espírito Santo. Esse ramo voltou forte para o estado e triplicamos a arrecadação com o imposto que reduzimos. Triplicamos o número de empregos só nesse setor. E melhorou muito a atividade econômica. O incentivo que foi ruim, que não beneficiou a arrecadação, estamos acabando.

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