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Petrobras sobe preço três dias após baratear combustíveis

Brasília (ABr e AE) – Três dias depois de ter reduzido o preço da gasolina e do diesel nas refinarias, a Petrobras anunciou ontem aumento nos preços dos dois produtos. O diesel subiu 2,7% e a gasolina, 1,8%. Os aumentos valem a partir desta terça-feira (4). A estatal não informou quanto o reajuste nas refinarias poderá impactar no preço final ao consumidor. Isso porque o preço nas bombas depende de outros integrantes da cadeia de combustíveis, como distribuidoras e postos.

Na sexta (30), a petroleira havia anunciado redução de 4,8% no preço do diesel e de 5,9% no da gasolina nas refinarias. A nova política de preços da companhia prevê aumento da frequência de ajustes, que poderão ocorrer diariamente. Segundo a estatal, a medida “permitirá maior aderência dos preços do mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo e possibilitará à companhia competir de forma mais ágil e eficiente”.

Na sexta, a petroleira havia anunciado queda de 4,8% no diesel e de 5,9% na gasolina nas refinarias
Na sexta, a petroleira havia anunciado queda de 4,8% no diesel e de 5,9% na gasolina nas refinarias

Também na sexta foi adotada a nova política de preços, com vigência desde ontem. Pelo novo sistema,  os preços nas refinarias passam a ser geridos pela área de vendas e não mais pela diretoria, que só será convocada a interferir quando as variações ultrapassarem o limite de 7%, para cima ou para baixo. Nesse momento, diretores vão analisar se vale à pena rever a margem de lucro, considerando a geração de receita prevista no plano de negócios.

“Vamos dar os instrumentos necessários para a área comercial, que está próxima do cliente. Combustível é a commodity mais líquida do mundo, ela flutua em segundos. A importação está crescendo, o que significa perda de participação de mercado e de vendas”, diz o diretor Financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro. Ele destacou que, com o baixo nível de utilização das refinarias, sobra para a estatal exportar o petróleo bruto do pré-sal e, com isso, ela deixa de aproveitar as melhores margens dos combustíveis que poderiam ter sido produzidos com esse petróleo. “Vamos visitar os clientes, encantá-los. O presidente, os diretores, como fazíamos no Banco do Brasil”, disse ele, que atuou no banco.

Para David Zylbersztajn, ex-diretor geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a nova política de preços, que prevê possíveis oscilações diárias dos preços, há um lado positivo em qualquer política de preços, que é a previsibilidade, principalmente num caso como o da Petrobras , que responde por praticamente todo o refino no Brasil. “O consumidor se beneficia. A Petrobras vendia a preços abaixo do mercado e perdia dinheiro. Dava falso sinal positivo. Com uma política de preços, é garantido eventual investimento em refino”, diz.

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