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Pacientes protestam contra diminuição nos atendimentos do Cepon em Florianópolis

Pacientes do Cepon protestaram com faixas e cartazes - João Vianei/Divulgação
Pacientes do Cepon protestaram com faixas e cartazes – João Vianei/Divulgação

Em manifestação na manhã desta terça-feira (19) em Florianópolis, pacientes do Cepon (Centro de Pesquisas Oncológicas) protestaram contra a diminuição de atendimentos na unidade, entre eles, o possível fechamento do terceiro turno para tratamentos com radioterapia.

A manifestação começou por volta das 8h no próprio Cepon e, às 10h, os pacientes seguiram até o Centro Administrativo do Governo do Estado para encaminhar um documento ao governador Raimundo Colombo.

Logo no começo da manifestação, o paciente João Vianei reforçou a importância da manutenção do atendimento. “O terceiro turno zerou as filas para a radioterapia no Cepon. Com ele, os pacientes internados faziam o tratamento à noite e, os que vinham de fora, durante o dia. Agora, por conta da dívida do Governo do Estado a situação chegou a esse nível”, disse.

Os pacientes também protestam contra o fechamento do setor de emergência 24h da unidade. “Não podemos permitir que o Cepon perca qualidade, um centro que já foi referência no combate ao câncer em Santa Catarina, no Brasil e na América Latina”, acentuou.

Os manifestantes foram até o Centro Administrativo do Estado - João Vianei/Divulgação
Os manifestantes foram até o Centro Administrativo do Estado – João Vianei/Divulgação

Redução de custos

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Fahece (Fundação de Apoio ao Hemosc e Cepon) esclareceu que há cerca de um mês foi fechado o atendimento noturno do Laboratório de Intercorrências Oncológicas por necessidade de redução de custos. O local presta atendimento emergencial, mas somente de maneira inteira. 

“Somente com o Cepon, o Estado tem uma dívida de R$ 42 milhões. Todas as medidas administrativas que poderíamos fazer em questão de economia foram tomadas, mas estamos em uma situação muito delicada e não tivemos outra solução. A intenção é tomar medidas que provoquem o menor impacto possível aos pacientes”, afirmou, acrescentando que o laboratório atendia, em média, apenas seis pacientes por semana no período noturno.

A Fahece ainda não descarta o fechamento do terceiro turno no atendimento à radioterapia, também por causa do impacto financeiro. “Caso aconteça, os pacientes que são atendidos à noite serão absorvidos no período diurno, mas sabemos que eventualmente poderemos voltar a ter filas”, informou.

Já a comunicação do Centro Administrativo afirmou que o documento deixado pelos pacientes durante esta manhã “pede que o governador interceda pela manutenção das atividades no Cepon”. O documento foi protocolado e será levado para o setor de redação oficial, para posterior encaminhamento ao governador Raimundo Colombo, que está de viagem a Timbó para a inauguração de um quartel do Corpo de Bombeiros.

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