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Paciente com suspeita de raiva humana morre na UTI do Hospital Oswaldo Cruz

A paciente com suspeita de raiva humana que estava internada na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no bairro de Santo Amaro, no Recife, morreu no início da noite desta quinta-feira. A unidade de saúde confirmou a morte de Adriana Vicente, de 35 anos, no entanto, a causa primária ainda não foi divulgada oficialmente, mas a principal suspeita é a de raiva. Como causa secundária, foi registrada a falência múltipla dos órgãos. Agora, o corpo será encaminhado para o Sistema de Verficação de Óbito para que, através de perícias específicas no cérebro da paciente, seja constatada a real causa da morte.

A vítima deu entrada no hospital na última segunda com sintomas da doença, que tem alto grau de mortalidade. A irmã gêmea dela, Juliana Vicente, contou que Adriana, que mora na Avenida Manoel Borba e é dona de um pet shop na Rua da Soledade, teria sido mordida por um gato de rua nas imediações da Praça Oswaldo Cruz. “Ela foi chamada para socorrer o animal que estaria com suspeita de envenenamento e, quando se agachou para pegá-lo, foi mordida na mama. O gato morreu em seguida”.

Juliana disse que a irmã não contou a família sobre o incidente e que, depois de começar a passar mal, chegou a ser levada para o Hospital Psiquiátrico da Tamarineira, quando teria relatado ter sido mordida e não ter tomado a vacina. “É preciso alertar a população. Os gatos que estão no local também podem estar infectados. A população precisa ter cosciência e tomar a vacina. Isso é um caso de saúde pública”, alertou Juliana, inconformada. A paciente foi submetida a exames para confirmar o diagnóstico.

É o primeiro caso a ser atendido no hospital desde 2008, quando um morador da cidade de Floresta, no Sertão de Pernambuco, foi infectado pela doença, transmitida por cães, gatos, morcegos e saguis. Marciano Menezes da Silva foi o primeiro brasileiro e o terceiro no mundo a ser curado da raiva humana.

Contaminado aos 16 anos após ser mordido por um morcego hematófago, o jovem ficou internado no Oswaldo Cruz até setembro de 2009. O caso tornou-se referência internacional para o tratamento da doença. O jovem, hoje com 24 anos, teve sequelas como dificuldade para andar, falar e crises convulsivas

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