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Os primeiros seis meses de Trump na Casa Branca

Foi com a promessa de voltar a tornar a América grande outra vez, que Donald Trump venceu as eleições norte-americanas de 8 de novembro de 2016. Viria a tomar posse a 20 de janeiro, dia em que jurou repetidamente pôr o país em primeiro lugar.

“It’s going to be only America first, only America first” (Vai ser apenas a América em primeiro, apenas a América em primeiro), repetiu vezes sem conta no primeiro discurso como 45.º presidente dos EUA.

Passados seis meses, alguns dos compromissos da campanha foram cumpridos, mas as principais bandeiras com que acenou continuam à espera de dias melhores.

Janeiro – Primeiro passo para o fim do Obamacare

Horas depois de chegar à Sala Oval, Trump assina a primeira ordem executiva que marca o início do fim do “Obamacare” (a reforma do sistema de saúde criado pelo antecessor Barack Obama). Segundo a Casa Branca, a ordem visava “minimizar o peso” financeiro da lei antes da sua “revogação imediata”, que, passados seis meses, ainda não aconteceu.

Ainda em janeiro, Trump, como havia prometido, retirou os EUA do Tratado Transpacífico, um acordo comercial que abrange a Ásia e que, na ótica do presidente, era “contrário aos interesses norte-americanos”.

Fevereiro – Ordem migratória suspensa pela justiça

Depois de Trump, ainda em janeiro, ter decretado a proibição da entrada em território norte-americano, dentro de determinado período, a cidadãos de sete países maioritariamente muçulmanos (Irão, Iraque, Síria, Iémen, Somália, Líbia e Sudão), bem como a todos os refugiados, a ordem foi bloqueada por um juiz federal. Trump recorreu e perdeu. Entretanto, a ordem foi revista e, em junho, o Supremo Tribunal permitiu a proibição da entrada dos cidadãos de seis países (Trump excluiu o Iraque entretanto), salvo nos casos em que os mesmos tenham família ou algum vínculo laboral no país.

Março – Congresso congela a construção do prometido muro com o México

A construção de um muro entre as fronteiras dos EUA e do México com o objetivo de travar a imigração e o tráfico ilegais foi uma das grandes promessas da campanha de Trump que chegou a afirmar, inclusive, que o México ia pagar o projeto, mesmo que o investimento inicial partisse dos EUA. Mas, no fim do mês, o Congresso – de maioria republicano – anunciou que não ia aprovar o financiamento. A agência Reuters noticiou, com base em documento oficial, que a administração Trump tinha apenas 20 milhões de dólares – cerca de 19 milhões de euros – de 20 mil milhões necessários ao projeto.

Mais tarde, Trump veio dizer que queria construir painéis solares no muro, de forma a cobrir os gastos, mantendo ainda a promessa sobre o pagamento, e decorar o lado americano.

Donald Trump assinou um decreto que pretende reverter as medidas tomadas por Barack Obama contra as alterações climáticas.

Abril – Fim do Obamacare travado por republicanos

A tentativa de Trump para acabar com o Obamacare e substitui-lo por outro sistema de saúde não passou no Senado, por falta de apoio de dois republicanos.

Maio – Negócio milionário com a Arábia Saudita em primeira visita de Estado

Foi à Arábia Saudita na sua primeira visita de Estado ao estrangeiro, antes de ir a Israel e ao Vaticano, onde se encontrou com o Papa Francisco. Na Arábia, assinou um negócio para a venda de armamento no valor de 110 mil milhões de dólares em armamento, que inclui aviões militares, navios e mísseis.

No fim do mês, foi ainda a Bruxelas, à cimeira da NATO, onde criticou os 23 dos 28 países que “não pagam o que devem”.

Junho – O adeus ao Tratado de Paris sobre o clima

Trump confirma a saída dos Estados Unidos do Tratado de Paris sobre alterações climáticas, à luz do qual Obama se tinha comprometido a reduzir as emissões de dióxido de carbono de 26% a 28% até 2025. Trump afirmou que o acordo imputava “custos aos americanos” e que a decisão ia ao encontro da sua promessa de “pôr os trabalhadores americanos em primeiro”.

Julho – Mais vozes contra na revogação do Obamacare

A revogação do Obamacare continua num impasse. No Twitter, Trump escreveu que “os republicanos – que fazem a maioria do Congresso – deveriam simplesmente revogar o Obamacare e trabalhar a partir do zero num novo plano de saúde”. A mensagem surgiu minutos depois de, na terça-feira, mais dois senadores republicanos (perfazendo um total de quatro) votarem contra a nova proposta de saúde republicana para revogar e substituir a de Obama.

Estudos efetuados pelo Organismo do Orçamento do Congresso apartidário (CBO, em inglês) indicaram que cerca de 22 milhões de pessoas perderiam a cobertura do seguro de saúde nos próximos dez anos, com as propostas conservadoras.

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