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Os motivos que mostram que a escolha por Jorginho não foi por acaso

Felipe Oliveira/EC Bahia

Jorginho foi o escolhido pelo Bahia para substituir Guto Ferreira

Jorginho foi o escolhido pelo Bahia para substituir Guto Ferreira

O Bahia agiu muito rápido ao definir o substituto do técnico Guto Ferreira. Um dia após “Gordiola” acertar com o Internacional, o tricolor apresentou Jorginho como seu novo treinador. Uma escolha que mostra ter fundamento e não foi por acaso: o tetracampeão mundial tem o perfil que fará com que o elenco mantenha a evolução tática dentro da temporada.

Jorginho chegou ao Fazendão afirmando que não mexeria na estrutura do time. Para ele, a herança deixada por Guto Ferreira é positiva e o ajudará a aplicar o seu estilo de trabalho mais rapidamente. Analisando os dois treinadores e como o Bahia se comporta dentro de campo, é fácil entender a escolha da diretoria tricolor.

O Bahia de Guto Ferreira gostava da posse de bola. Time mais paciente, fazia transições ofensivas com os dois volantes e acelerava o jogo a partir do último terço do campo, dando total liberdade de movimentação para o quarteto de ataque. Sem a bola, o time fazia pressão apenas a partir da intermediária, tentando forçar o adversário a subir suas linhas e oferecer espaço para a velocidade na decisão das jogadas. Rafael Oliveira, com a ajuda do DataESPN, explica muito bem a ideia.

Os conceitos de Jorginho são bem parecidos. O Vasco, em suas mãos, saía do campo de defesa valorizando a posse, mesmo com pressão alta do adversário. Como tinha jogadores mais lentos e veteranos, a saída da equipe cruzmaltina ficava por conta dos laterais. No entanto, como explica Paulo Calçade, também com a colaboração do DataESPN, as ideias casam com as que o Bahia tem aplicado nos últimos meses.

O grande desafio de Jorginho, talvez, seja fazer do Bahia um time mais equilibrado quando enfrenta equipes com propostas de jogo mais consistentes, sobretudo fora de casa, quando os adversários tomam a iniciativa das ações. Jogar de maneira reativa também é uma necessidade, e o tricolor tem sentido dificuldades em mudar taticamente sua forma de atuar – muito por conta das características dos jogadores que, na transição ofensiva, não apresentam a velocidade necessária para quebrar as linhas rivais. O jogo de posse de bola não tem funcionado na maioria dos confrontos longe de Salvador, o que obriga o Bahia a encontrar alternativas para surpreender seus oponentes.

De qualquer forma, a ação do Bahia parece ser correta e cirúrgica. No futebol brasileiro, onde dirigentes demitem e contratam treinadores com perfis totalmente opostos, a decisão mostra que o tricolor sabe o que quer dentro da Série A nacional. Caberá a Jorginho atender as expectativas de quem o contratou, e fazer com que o time siga seu curso evolutivo dentro da temporada.

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