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Operadora de linhão de Belo Monte cita ‘mau funcionamento’ em equipamento como causa de apagão | Economia

O blecaute teve início por volta das 15h40 e afetou todo o país. De acordo com as companhias de energia locais, 2.049 cidades, 93% do total de municípios dos 14 estados, foram afetados.

Em nota à Reuters, a BMTE, sociedade entre a chinesa State Grid e a estatal Eletrobras, disse que o desligamento ainda está sob “análise técnica”.

“Informações preliminares indicam que a causa do desligamento foi o mau funcionamento da proteção do disjuntor da barra que interliga o pátio de 500 kV da Estação Conversora de Xingu ao pátio de 500 kV da Subestação que recebe as linhas de transmissão que trazem energia da usina”, explicou a companhia.

“Com a abertura desse disjuntor, houve interrupção do fluxo de energia da usina para a estação conversora, o que foi detectado pelo sistema de proteção da conversora e seu correspondente desligamento geral”, afirmou a BMTE, acrescentando que “não houve qualquer defeito” nas linhas de transmissão nem nas duas estações conversoras.

O Operador Nacional do Sistema (ONS) elétrico informou nesta quinta-feira (22) que o fornecimento de energia elétrica foi normalizado por volta das 21h, cinco horas após o início do apagão que atingiu 14 estados do Norte e Nordeste, na quarta-feira.

O ONS já havia registrado no final de janeiro um blecaute com impactos em todas as regiões devido a um “desligamento automático” no linhão de Belo Monte, um empreendimento que utiliza uma tecnologia de ultra-alta tensão até então inédita no país.

O apagão de quarta-feira provocou o desligamento de 25% da carga de energia do sistema interligado brasileiro, segundo o ONS. Todos os Estados da região Nordeste ficaram sem energia, e na região Norte houve desligamento de consumidores em Manaus (AM), Macapá (AP), Palmas (TO) e Belém (PA). Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste as cargas foram interrompidas por cerca de 20 minutos, disse o ONS.

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