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Operação que prendeu comandante de UPP começou após sumiço de fuzil apreendido em tiroteio | Rio de Janeiro

Em um vídeo obtido pelos investigadores, é possível ver PMs e traficantes trocando tiros na Coroa, na manhã de 14 de maio. Durante o confronto, um dos criminosos é baleado e cai, morto. Três policiais se aproximam e um deles recolhe o fuzil usado pelo traficante. A arma, contudo, nunca foi apresentada na delegacia, como seria de praxe.

Na ocasião, a UPP Coroa era comandada pelo major Frugoni, o mesmo que foi preso pela Corregedoria na quarta-feira. E as imagens daquela ação de maio deram origem à investigação. Alguns dos policiais que aparecem no vídeo acompanharam o oficial quando de sua transferência para a UPP Caju.

No gabinete usado por Frugoni no Caju, os agentes da Corregedoria apreenderam uma pistola com a numeração raspada, além de carregadores e 1.100 munições para fuzil. Em outro local da base da UPP, cães farejadores encontraram grande quantidade de drogas.

Na manhã desta quinta-feira (12), a também major PM Paula Andreza Frugoni, mulher do oficial, prestou depoimento na 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM). Ela, que trabalha no Departamento de Finanças da corporação, é suspeita de tentar esconder parte do material que estava na casa de seu marido.

Um dos policiais da Corregedoria falou sobre a apreensão feita. “Não era pouca coisa não, era carga grande. Muitas granadas de efeito moral, coisas que não pertenciam ao material bélico, guardadas em armários, em mochilas de policiais”.

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