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Octa em Wimbledon, Federer diz que abdicar da Rio 2016 foi “decisão brutal”

Depois de muito trabalho, Roger Federer pôde comemorar. Em Wimbledon, o suíço conquistou o octacampeonato ao bater Marin Cilic por 3 sets a 0 (parciais de 6/3, 6/1 e 6/4). No torneio, a campanha foi perfeita, sem nenhum set perdido. No entanto, o período que antecedeu a alegria foi marcado por decisões difíceis. Em 2016, o veterano de 35 anos teve que parar por seis meses para descansar após uma lesão no joelho. Essa pausa fez com que Federer perdesse os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Uma “decisão brutal”, na visão do tenista, que não teve como atuar pelo seu país.

– Eu sinto muita falta das Olimpíadas, foi uma decisão brutal para mim. Aqui em Wimbledon, quando eu decidi não jogar as Olimpíadas no ano passado, eu olhei nos olhos do meu médico e do meu fisioterapeuta e falei que gostaria de jogar no Rio e aí me poupar no resto da temporada. Mas eles disseram que era a decisão errada e que eu precisava descansar naquele momento.

Roger Federer Wimbledon (Foto: Glyn KIRK / AFP)Roger Federer se tornou recordista em Wimbledon; para isso, abdicou das Olimpíadas em 2016 (Foto: Glyn KIRK / AFP)

O histórico olímpico de Federer teve altos e baixos. Além de uma semifinal em Sydney-2000, em uma época em que ele ainda era azarão, o suíço ficou pelo caminho em Atenas-2004 e Pequim-2008, no torneio de simples. Nas duplas, conseguiu o ouro ainda na China. No entanto, a medalha no torneio individual só veio nos Jogos de Londres, em 2012, quando ele foi derrotado pelo britânico Andy Murray na final e ficou com a prata. 

As quatro participações em sequência, quase sempre como favorito, fizeram com que Federer ficasse triste pela ausência no Rio. O suíço diz que os Jogos o “recompensaram bastante”; sua mulher, Mirka Federer, o conheceu nos Jogos de Sydney. Ele também afirma que fez de tudo para estar na cidade maravilhosa. O que se depender dele, ainda irá acontecer. 

– Isso me deixou muito triste porque os Jogos Olímpicos me recompensaram bastante. Um ouro, uma prata e tenho muito orgulho de representar a Suíça. Conheci minha mulher nas Olimpíadas de Sydney em 2000. Eu tentei de tudo para estar no Rio e um dia estarei no Rio.

Federer conquistou apenas duas medalhas olímpicas em sua carreira, mas a decisão de abdicar da terceira o fez gravar seu nome na história de Wimbledon, o torneio mais tradicional do tênis. Com a vitória sobre Cilic, o terceiro colocado no ranking da ATP chegou a um recorde: esta é a oitava conquista dele no torneio, superando o americano Pete Sampras, com sete. Aos 35 anos, este é o quinto título do suíço na temporada – além da glória na Inglaterra, ele também venceu o Aberto da Austrália, os Masters 1000 de Indian Wells e Miami, e o ATP 500 de Halle.

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