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O que é novo | JORNAL O TEMPO

Com a falência dos velhos políticos em atividade – com raríssimas exceções – por envolvimento em escândalos e falcatruas, alguns até presos, fica o vácuo eleitoral. Dessa forma,há que se promover uma renovação na política pelo voto. No entanto, os antigos, mesmo fora das urnas, querem conduzir o povo, como é o caso de Fernando Henrique Cardoso – execrado por alguns por ter comprado a reeleição no Congresso e aplaudido por outros que, por meio dela, se perpetuaram no poder. E é exatamente FHC que quer o apresentador Luciano Huck como candidato a presidente da República.

Com que experiência? Só se for para aprender os métodos antigos com FHC e segui-los como um cordeirinho. Em seu partido, por que não apoiar um Geraldo Alckmin, que não é bem o novo, mas tem experiência de quatro mandatos em São Paulo, que é outro país? Ou mesmo um João Doria, que se elegeu prefeito de São Paulo no primeiro turno, sem apoio de FHC e de outras lideranças antigas do PSDB? E até mesmo o senador Antonio Anastasia – que, mesmo tendo sucedido o então governador, hoje execrado, mas ainda senador, Aécio – é novo e respeitado?

FHC quer Huck porque acha que pode mandar nele. O que não é o caso dos três citados. No PT, o ex- líder, Lula, está desmoralizado por ter comandado o governo mais corrupto já implantado neste país. Não tem nenhum político novo a ser apresentado. Em Minas, mesmo tendo sido deputado federal e voltado à política como prefeito de Betim, o muito bem-sucedido empresário Vittorio Medioli é o novo como candidato ao governo do Estado. O empresariado mineiro e as lideranças políticas estão procurando reunir forças para apoiar essa possível candidatura ao governo de Minas que pode colocar novamente o Estado como propulsor do desenvolvimento político e econômico do país.

Assim é no Brasil, sem nomes novos na política, e sem perspectivas de renovação profunda, já que no Congresso os parlamentares fizeram uma “minirreforma política” para que os novos não se elejam. E assim surgem os Bolsonaros e outros ultra-direitistas, que falam em se candidatar à Presidência da República e ainda conseguem alguns seguidores.

Enfim, nesta eleição de 2018, o eleitor terá que pensar muito para termos uma renovação para melhor. Caso contrário, vamos ficar do jeito que está. Piorar, apesar de parecer impossível, é sempre possível. Ainda mais por ser esta uma eleição de candidatos da desesperança. O comum é que se busque a renovação com nomes que representam esperança, mas chegamos a um ponto tal de degradação da política que os que estão indignados, claro, optarão por um nome não pelo que ele possa representar de mudança, mas apenas para não reconduzir os que os decepcionaram. Corremos o risco de ter votos contra, não votos a favor de algo. Esse é um risco real que poderá nos custar caro. Nosso passado recente e também um pouco mais remoto mostra isso. Aliás, falando em passado, é bom analisar bem o vice. Eles têm tido uma participação bem intensa em nossa história.

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