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O Brasil terminou 2017 com desemprego em alta. Quais as projeções para 2018?

Dia 11 de novembro de 2017 entrou em vigor a reforma trabalhista, e por isso esperava, a partir desse mês, uma reação positiva do mercado de trabalho [VIDEO]. No entanto, parece ter ocorrido efeito contrário, já que o número de contratações foi muito inferior ao número de demissões. Esperava-se um saldo positivo de 22 mil vagas, após 7 meses consecutivos de altas, mas o que ocorreu foi o registro de um saldo negativo de 12,3 mil vagas.

As novas projeções do Ministério do Trabalho

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgou os dados dia 27 de novembro, através do Ministério do Trabalho.

A perspectiva era de que a reforma trabalhista, que protagonizou mudanças e criou formas novas de contratações, como o trabalho intermitente, fosse aumentar o número de pessoas empregadas, mas ocorreu o inverso

O Ministério do Trabalho projetou um crescimento de 3% na economia, para 2018, e anunciou a perspectiva da criação de 1,78 milhão de novos postos de trabalho, podendo chegar a superar 2 milhões de novos contratos, caso o crescimento alcance os 3,5%

Ronaldo Nogueira, então ministro do trabalho, assegurou que os bons resultados da reforma trabalhista seriam colhidos em 2018.

Brasil encerra o ano de 2017 com saldo negativo

O Brasil fechou 328.539 mil vagas de #Emprego em dezembro, demitiu muito mais do que contratou, conforme dados fornecidos pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O Ministério do Trabalho divulgou relatório informando [VIDEO] que o ano de 2017 acumulou um saldo negativo de 28 mil vagas.

O governo Temer considera que os números sinalizam uma recuperação “significativa” do emprego em comparação com anos anteriores, nas palavras de um auxiliar do presidente.

A assessoria do presidente Temer argumentou que, embora negativos, os dados de dezembro se apresentaram melhores que a 3 anos atrás, o que poderia representar uma retomada no crescimento, depois de 2 anos seguidos fechando mais de 1 milhão de vagas a cada ano.

Projeção de analistas para 2018: estagnação no emprego no Brasil

Para 2018, as expectativas não são nada animadoras.

11 instituições que estão entre as que melhor representaram as estimativas da economia brasileira durante o ano de 2017, e que mais acertaram as projeções econômicas no Boletim Focus, do Banco Central, preveem que o final do ano de 2018 deve apresentar a inquietante taxa de #Desemprego acima de 10%, com o mercado de trabalho pouco aquecido.

A grande maioria projeta desemprego com taxa acima de 2 dígitos. Em uma visão mais otimista, pode ficar na casa dos 12%, e que, como já existe a geração de novos postos de trabalho, o mercado pode apresentar sinais de melhora.

As dúvidas estão no ritmo

As dúvidas e divergências com relação a recuperação das novas vagas de trabalho se deve à percepção do ritmo lento da retomada das atividades econômicas e das contratações.

“O impacto da reforma trabalhista, quando ocorrer, será importante para a retomada do crescimento, e esse fato não vai ser esquecido, já estamos visualizando melhoras, e o emprego formal já estabilizou”, argumenta Gustavo Arruda, economista do BNP Paribas.

Silvio Campos Neto, economista da consultoria Tendências, assegura que o emprego e a taxa só vão ter novamente 1 dígito no último trimestre do ano 2021, pois a própria dinâmica do mercado dificulta a recuperação do emprego.

A dúvida é a velocidade, mas tendência é de queda do desemprego, por isso, a maioria dos especialistas prefere ir modelando suas perspectivas durante o correr do ano. #gastos

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