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Núcleo do cérebro provoca perda de apetite após prática esportiva

Meia Maratona do Rio de Janeiro: exercício aumenta a temperatura corporal e reduz o apetite por várias horas – Analice Paron / Agência O Globo/20-8-2017

RIO — Uma pesquisa publicada esta terça-feira na revista “PLOS Biology” desvendou um mistério: por que o exercício físico intenso restringe temporariamente o apetite. De acordo com pesquisadores do Colégio de Medicina Albert Einstein, dos EUA, a resposta está no núcleo arqueado do cérebro, que fica no hipotálamo, uma região que desempenha um papel central na regulação do metabolismo e do peso.

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Exercício no lugar de remédios para tratar perdas cognitivas leves

Líder do estudo, Young-Hwan Jo, professor associado de Medicina e de Farmacologia Molecular da instituição, corre em uma pista perto de sua casa três vezes por semana durante 30 a 45 minutos. Como muitas pessoas, notou que o exercício provoca duas consequências: aumenta a temperatura corporal e reduz o apetite por várias horas.

— Eu queria saber se os neurônios do hipotálamo sentem o aumento da temperatura e respondem ao aquecimento induzido enviando uma mensagem, como “pare de comer!” — explicou Young-Hwan Jo.

Qualquer um que tenha sofrido queimaduras ou comido um alimento picante sabe que os neurônios sensoriais com receptores de “detecção de calor” são abundantes no corpo. Eles reagem ao calor físico e à capsaicina, ingrediente ativo de muitos alimentos condimentados.

Jo, então, pesquisou se outros neurônios poderiam ter receptores semelhantes. Seria o caso dos neurônios pró-opiomelanocortina (POMC), encontrados no núcleo arqueado no hipotálamo. Eles, então, foram expostos ao calor.

Assim, a cientista viu que, nos ratos que corriam por 40 minutos em uma esteira, a temperatura do corpo e do núcleo arqueado do cérebro aumentou rapidamente, estabilizando-se após 20 minutos e permanecendo em um nível elevado por mais de meia hora. Após o treino, os roedores reduziram sua ingestão de alimentos em cerca de 50% em relação aos ratos que não praticaram o exercício.

— Vimos que a temperatura corporal pode agir como um sinal biológico que regula o comportamento alimentar, uma função que já é desempenhada pelos hormônios e por nutrientes — revela Jo.

Segundo ele, o estudo pode levar a novas pesquisas sobre como suprimir o apetite ou ajudar as pessoas a perder peso.

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