You are here

Nasa pede ajuda para mapear os mosquitos do mundo – Época NEGÓCIOS

Mosquito Aedes aegypti é transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika (Foto: Paulo Whitaker/REUTERS)

Numa tentativa de mapear os mosquitos no mundo, a agência espacial americana lançou o aplicativo “Mosquito Habitat Mapper”, que pede aos cidadãos em todo o mundo que compartilhem informações sobre a presença de criadouros em suas regiões. O programinha guia o usuário no processo de identificação e eliminação de possíveis berçários, e determina qual é a espécie de larva, informação fundamental para evitar doenças.

saiba mais

“Satélites não veem mosquitos”, disse Assaf Anyamba, cientista do Centro Espacial Goddard, em Maryland. “Entretanto, os satélites nos fornecem plataformas de observação pelas quais monitoramos as variáveis ambientais que indicam onde as populações de mosquitos podem florescer. Isso nos ajuda a identificar áreas onde doenças podem surgir.”

Os mosquitos provocam danos muito maiores que o incômodo das picadas. Doenças transmitidas por diferentes espécies matam cerca de 2,7 milhões de pessoas por ano. O Brasil é um dos países mais atingidos por esse problema, com sucessivas epidemias de dengua, zika e chicungunha. Esses insetos também são vetores de outras doenças, como febre amarela e malária.

O aplicativo indica quatro passos para os cientistas cidadãos. O primeiro é identificar possíveis habitats para as larvas dos mosquitos: fontes de água, naturais ou artificiais. O segundo passo é usar um copo para coletar amostras e contar o número de larvas. Para identificação da espécie, os participantes devem tirar fotos em close-up e, terminado o processo, o habitat, se possível, deve ser eliminado.

“Pela geração de dados locais, do campo, com a ajuda de cientistas cidadãos, os aplicativos dão aos cientistas dados suplementares para a modelagem das populações de mosquito”, disse Rusty Low, do Institituto para Estratégias Ambientais Globais, em Virginia. O aplicativo está disponível para Android e iOS, como parte do programa GLOBE Observer.

Source

Related posts

Leave a Comment