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NASA avança em missão que visa proteger Terra da ameaça de asteroides

Agência recebeu sinal verde para desenvolver o design da nave que se chocará contra um asteroide que se aproxima do nosso planeta

A NASA está desenvolvendo o seu primeiro sistema de defesa planetária para evitar que um grande meteoro atinja a Terra. Afinal há sempre uma probabilidade a espreita que nos reservaria o mesmo destino dos dinossauros. 

Os detalhes da missão chamada “Double Asteroid Redirection Test” (DART) soam como obra de ficção científica de Hollywood com Bruce Willis no elenco e envolvem enviar uma espaçonave em uma viagem suicida contra um asteroide. 

Segundo Lindley Johnson, do escritório de defesa planetária da Nasa, o projeto demonstrará o que é conhecido como impacto cinético. Ao atingir um asteroide, o que se espera é alterar sua órbita. 

A missão se encontrava na fase de conceito até então e no último dia 23 recebeu sinal verde para a etapa onde cientistas desenvolverão o design preliminar da espaçonave. Esta deverá se chocar contra um pequeno asteroide que se aproximará  da Terra em outubro de 2022, mas que, segundo a NASA, não representa nenhuma ameaça ao nosso planeta.

O alvo escolhido é, na verdade, um sistema binário composto pelos corpos Didymos A (com cerca de 780 metros de diâmetro) e o Didymos B, com 160 metros. 

Os cientistas do programa explicam que o fato de Didymos B orbitar o Didymos A facilita a observação dos resultados do impacto e garante que o experimento não irá alterar a órbita do par ao redor do Sol. “Um asteroide binário é o laboratório natural perfeito para esse teste”, disse Tom Statler, cientista do DART. 

Após o lançamento, a espaçonave – que terá o tamanho de uma geladeira – voará em direção ao Didymos e um sistema de navegação autônoma será usado para mirar o asteroide menor, chocando-se contra o objeto a uma velocidade aproximada de 6 quilômetros por segundo. 

Aqui na Terra, observatórios acompanharão o impacto e as mudanças resultantes na órbita de Didymos B em relação ao A. 

A NASA estima que já tenha localizado 93% dos objetos que são suficientemente grandes para causar impactos globais. A esperança é que, com o DART, em breve, haverá um mecanismo de defesa que possa impedir que asteroides nos coloquem em extinção. 

 

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