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Mulher viaja com filho de 12 kg no colo por erro da companhia aérea

SÃO PAULO – Uma professora que mora no Havaí foi forçada a levar seu filho de pouco mais de dois anos no colo em um voo de três horas e meia de Boston para seu país, mesmo tendo comprado a passagem para a criança, devido a uma confusão no sistema online de embarque da United Airlines.

“Foi inseguro, desconfortável e injusto”, afirmou Shirley Yamauchi ao site NBC News. Yamauchi disse que o assento que ela comprou para o filho foi vendido a um passageiro pouco tempo antes de voo. Ela afirma que pagou US$ 1 mil, cerca de R$ 3.310, na passagem do filho.

A situação ocorreu durante a escala do voo em Houston, Texas, quando a professora e o filho já estavam dentro do avião e um passageiro chegou para se sentar alegando ter pago por aquele assento. Yamauchi chamou uma comissária que apenas disse que “o voo estava lotado” e que não poderia fazer nada. A professora de 42 anos teve, então que levar seu filho, que tem metade de sua estatura em seu colo e que pesa 12 quilos. “Ele é alto para a idade, e eu sou pequena, ele chega na minha barriga. Foi péssimo”, lamenta.

Segundo ela, o passageiro que se sentou no lugar de seu filho foi um dos últimos a embarcar, logo depois o avião decolou e nenhum dos comissários de bordo questionou a criança em seus braços.  

As diretrizes de passagens no site do United são claras, que “crianças que têm a partir de dois anos de idade, são obrigados a ter uma passagem e ocupar um assento”. Yamauchi confessou que não tentou falar com mais comissários de bordo devido a problemas recentes em aeronaves da United, como o incidente de abril quando o médico, David Dao, foi removido à força do assento, chegou a ser internado e perdeu dois dentes.

“Comecei a me lembrar de todos aqueles incidentes com a United nos noticiários. A violência. Dentes sendo arrancados aos socos. Sou asiática. Fiquei assustada e me senti desconfortável. Não queria aquelas coisas acontecendo comigo”, afirmou Yamauchi.

Quando chegou ao Havaí, Yamauchi informou vários funcionários da United sobre o que aconteceu. “Cada um me falou uma coisa diferente, nada esclarecedoras. Um disse que eu deveria ter dito algo enquanto estava a bordo, e foi o que fiz”, disse ela.  

Segundo o site, a United entrou em contato com Yamauchi nesta terça-feira (4), cinco dias após o voo, para pedir desculpas e reconheceu o erro.

O porta-voz da United Airlines, Jonathan Guerin, afirmou em comunicado que escanearam “de forma incorreta a passagem e embarque do filho da Sra. Yamauchi. Como resultado, o assento de seu filho não estava registrado, e o pessoal liberou o assento para outro cliente. Pedimos desculpas profundas à Sra. Yamauchi e ao filho por essa experiência”. A empresa afirmou também que vai reembolsar a professora e que ela receberá um voucher para realizar outra viagem com a companhia.

Mas Yamauchi está insatisfeita com a explicação. “Eu vi os funcionários conferindo as passagens. Não houve problema, nenhum problema. Eles nos deixaram passar. E mesmo assim venderam o assento. É muito estranho”, disse. Ela também não concorda com a compensação. “Não parece certo ou suficiente para o desrespeito e desconforto”.

United Airlines

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