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MPF afirma que Cabral agiu com ‘ganância desenfreada’ para ostentar vida luxuosa

O ex-governador Sérgio Cabral – Geraldo Bubniak / Agência O Globo

RIO – Nas alegações finais do processo da Operação Calicute, o Ministério Público Federal (MPF) afirma que o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) agiu com “ganância desenfreada” para sustentar um padrão de vida luxuoso. A força-tarefa da Operação Lava-Jato no Rio pediu a condenação do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo e de todos os outros 11 réus do processo da Operação Calicute. O documento do MPF, com 300 páginas, foi protocolado nesta quarta-feira na 7ª Vara Federal Criminal do Rio e pode gerar a segunda condenação do ex-governador.

“Os motivos dos crimes também são bastante reprováveis pois ao longo da instrução restou evidenciado ter o réu agido com ganância desenfreada, imbuído da intenção de ostentar padrão de vida cada vez mais luxuoso, ainda que para tanto fosse sacrificada a higidez da administração pública estadual, em prejuízo da coletividade”, afirmam os procuradores.

O MPF pede a condenação de Cabral pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e por organização criminosa.

“A propina foi paga e elevou o padrão de vida de Sérgio Cabral a um nível impensável, digno de um magnata do setor privado e sem qualquer relação com o padrão econômico que um servidor público, mesmo um governador de estado, pode pensar em ter”, diz a força-tarefa da Lava-Jato no Rio, cuja atuação foi renovada por mais seis meses pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF).

No último depoimento ao juiz do caso, Marcelo Bretas, Cabral admitiu pela primeira vez que teve conta no exterior da década de 1990. O saldo de US$ 2 milhões àquela época era, segundo ele, sobras de campanha. O peemedebista disse ainda que não vivia do salário de governador e que seus gastos mensais eram de R$ 200 mil em média.

Bretas disse em entrevista ao jornal “Valor Econômico” que a sentença da Operação Calicute sairia em agosto. Preso desde novembro do ano passado, Cabral responde a 12 processos na Lava-Jato, incluindo um em que já foi condenado em Curitiba pelo juiz Sergio Moro a 14 anos e 2 meses de prisão.

“As consequências dos crimes, por sua vez, apesar de não poderem ser precisamente calculadas, foram extremamente nefastas para o Estado do Rio de Janeiro e para a população fluminense, haja vista em todas as obras foram gastos pelos cofres públicos valores muito superiores aos inicialmente contratados”, escrevem os procuradores nas alegações finais.

O MPF pede a condenação de Adriana Ancelmo por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os procuradores afirmam que ela esbanjava com gastos milionários “absolutamente incompatíveis com os ganhos e rendimentos de sua profissão como advogada e com o salário de governador de seu marido”.

A força-tarefa da Lava-Jato pediu ainda a condenação do ex-secretário de Governo Wilson Carlos.

“Tinha, portanto, absoluto conhecimento da ilicitude e da gravidade das condutas lesivas à administração pública estadual que optou por praticar”, afirma o MPF.

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