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Montenegro se torna o 29º membro da Otan | Mundo

Adesão incomodou a Rússia, que considera “uma provocação”.

Ministro de Relações Exteriores de Montenegro, Srdjan Darmanovic, apresenta documento de adesão à Otan nesta segunda-feira (5) em cerimônia no Departamento de Estado dos EUA (Foto: ALEX WONG / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP )Ministro de Relações Exteriores de Montenegro, Srdjan Darmanovic, apresenta documento de adesão à Otan nesta segunda-feira (5) em cerimônia no Departamento de Estado dos EUA (Foto: ALEX WONG / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP )

Ministro de Relações Exteriores de Montenegro, Srdjan Darmanovic, apresenta documento de adesão à Otan nesta segunda-feira (5) em cerimônia no Departamento de Estado dos EUA (Foto: ALEX WONG / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP )

Montenegro se tornou oficialmente, nesta segunda-feira (5), o 29º membro da Otan, em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envia sinais ambíguos sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte.

O primeiro-ministro de Montenegro, Dusko Markovic, e o titular das Relações Exteriores, Srdjan Darmanovic, entregaram nesta segunda ao governo americano o instrumento de adesão à aliança deste pequeno país de 626 mil habitantes, em uma cerimônia no Departamento de Estado.

A integração à organização desta pequena república da Iugoslávia comunista incomodou a Rússia, que considera “uma provocação”.

Com esta incorporação, a Otan controla agora todo o litoral norte do Mediterrâneo, desde o estreito de Gibraltar até a fronteira entre a Turquia e a Síria.

Mas esta extensão coincide com a crescente preocupação europeia pelo compromisso de Trump com a aliança, que qualificou de “obsoleta” durante a sua campanha presidencial.

“Estamos celebrando hoje o fato de nunca mais alguém decidirá pelas nossas costas, por nós e por nossos Estados, como aconteceu no passado”, disse Markovic durante a cerimônia.

A entrada na Otan “é um evento histórico para um país e uma nação que suportou enormes sacrifícios nos séculos XIX e XX para defender os seus direitos e uma vida livre, o direito de decidir sobre o nosso futuro, com o nosso nome reconhecido pelo mundo e com os símbolos de nossa própria nação”, acrescentou.

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