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Ministro da saúde anuncia construção de hospital do câncer em Porto Alegre | Rio Grande do Sul

Prédio, que será construído junto ao Hospital Conceição, terá capacidade para quase 100 leitos e vai custar cerca de R$ 100 milhões.

Hospital Conceição inaugura novo centro obstétrico em Porto Alegre

Hospital Conceição inaugura novo centro obstétrico em Porto Alegre

O ministro da saúde Ricardo Barros anunciou na manhã desta segunda-feira (10) a construção de um hospital do câncer em Porto Alegre. O prédio, que será erguido junto ao Hospital Conceição, terá capacidade para quase 100 leitos e vai custar cerca de R$ 100 milhões.

Conforme o ministro, já há R$ 33 milhões disponíveis de emendas de deputados federais. “Nós não havíamos autorizado o início dessa obra porque não tínhamos a garantia dos recursos para terminar. Obras inacabadas já são muitas. Como a bancada concordou em priorizar nós autorizamos o edital e vamos iniciar e terminar uma grande estrutura para o atendimento do câncer da população gaúcha”, observou Barros.

Ministro Ricardo Barros anunciou construção de novo hospital do câncer em Porto Alegre (Foto: Reprodução/RBS TV)Ministro Ricardo Barros anunciou construção de novo hospital do câncer em Porto Alegre (Foto: Reprodução/RBS TV)

Ministro Ricardo Barros anunciou construção de novo hospital do câncer em Porto Alegre (Foto: Reprodução/RBS TV)

O ministro esteve em Porto Alegre para inaugurar o novo centro obstétrico do Hospital Conceição. Hoje a casa de saúde realiza quase 4 mil partos por ano e, com a abertura da nova unidade, será possível dar mais conforto para as gestantes e ampliar o atendimento.

A partir de agora, serão seis salas individuais para as mamães. O coordenador da maternidade Claudio Campello explica que o novo espaço vai auxiliar no pós-parto das gestantes.

A curiosidade é que cada uma das salas tem um nome de mulher, personagens históricas ou da literatura. Apesar de privilegiar o parto natural, o novo centro obstétrico tem duas salas para cesariana e quatro macas de pós-operatório.

“Com isso nós vamos passar de 8 mil partos na cidade de Porto Alegre. E nós não atendemos só Porto Alegre, mas toda a Região Metropolitana. Mas o mais importante é o atendimento com qualidade, com humanização”, explica a diretora superintendente do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Adriana Denise Acker.

Há 11 anos, Lóren Nobre teve um parto de risco no Hospital Conceição e hoje é voluntária no hospital. “Não é só a questão do parto, é a humanização. Toda a equipe fez com que eu tivesse segurança. Foi um parto muito complicado e até hoje, depois de 11 anos, eu ganho o apoio de todos eles. Então o hospital ele humaniza a família inteira”, observa Lóren.

Ministro conheceu serviço teleoftalmo

O ministro também conferiu em Porto Alegre o serviço teleoftalmo, que pretende agilizar o acesso para quem precisa consultar um oftalmologista. Com o sistema, é possível fazer consultas a distância e já sair com o diagnóstico.

A dona de casa Glória Suzana Moreira fez uma consulta no Hospital da Restinga, mas a médica estava a 25 quilômetros dela, no Centro da cidade. “O oftalmologista está em Porto Alegre, mas ele consegue controlar o consultório e mexer nos aparelhos à distância.”

O sistema custou R$ 10 milhões e é uma parceria entre o Hospital Moinhos de Vento, os governos federal, estadual e o sistema telessaúde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

“Você consegue aproximar a oftalmologia da atenção básica, então ele tem acesso muito fácil ao diagnóstico oftalmológico e isso é muito importante, porque alguns problemas a gente já consegue oferecer de imediato. Se ele tiver alguma alteração da visão, a gente já consegue oferecer os óculos para esse paciente”, explica o líder do projeto pelo Hospital Moinhos de Vento, Felipe César Cabral.

Em Porto Alegre, são duas salas equipadas uma série de aparelhos. Até o fim do ano serão mais seis em várias regiões do estado. A ideia é levar o atendimento aos pacientes que hoje enfrentam muita demora em conseguir uma consulta.

No estado, 9 mil aguardam atendimento oftalmológico

Hoje nove mil pessoas aguardam por atendimento oftalmológico no estado. “É uma fila que, no meio de pessoas, que estão aguardando para fazer óculos, tem pessoas que podem perder a visão. Se essas pessoas ficarem mais de um ano na fila de espera, pode agravar muito o problema delas”, explica o vice-coordenador geral do Telessaúde da Ufrgs, Roberto Umpierre.

Quando todo o sistema estiver operando, vai ser possível atender 500 pacientes a mais do que hoje por mês.

“As pessoas não precisam mais se deslocar para Porto Alegre para fazer esses exames, elas podem ir às suas próprias regiões e nas unidades remotas mais próximas da sua casa. A central de Porto Alegre fica em Porto Alegre, ou seja, o médico vai dar esse suporte à distância”, acrescenta a coordenadora de oftalmologia do telessaúde, Aline Lutz de Araújo.

“O número de atendimentos em oftalmologia vai ser multiplicado por cinco no estado do Rio Grande do Sul pelo SUS”, complementa Aline.

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