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Minas confirma a primeira morte por chikungunya da histria do estado

Minas Gerais confirmou a primeira morte da sua história por febre chikungunya. O paciente é um homem de 72 anos morador de Governador Valadares, na Região do Rio Doce. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), ele era portador de diabetes e morreu em 11 de março. A doença se espalha rapidamente e já ligou o alerta das autoridades de saúde. São 19 óbitos sendo investigados pela pasta.

O morador que teve as causas da morte confirmada para a chikungunya começou a sentir os sintomas em 2 março. Nove dias depois, não resistiu e morreu. A morte foi notificada pelo Município a SES em 28 de março. Segundo a pasta, a investigação para a confirmação das causas da doença é feito seguindo o Protocolo de Investigação dos óbitos por Arboviroses do Ministério da Saúde. A apuração é realizada no município onde a vítima mora, depende ainda de resultados laboratoriais. A conclusão do caso é feita em aproximadamente 30 dias. 

O estado ainda investiga 19 mortes suspeitas por chikungunya. A maioria é em Governador Valadares, que sofre com a doença. São 15 óbitos em apuração. Em seguida vem Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. Cuparaque e Central de Minas, ambas na Região do Rio Doce. 

Mesmo com a queda no número de casos nos últimos meses, moradores mineiros vêm sofrendo com a doença. Já são 16.995 notificações. Em janeiro foram 746 notificações. Em fevereiro, 3.427. A situação pior ocorreu em março, quando os registros saltaram para 7.747. Em abril, voltaram a cair e chegaram a 3.559. A queda continuou no mês seguinte, que terminou com 1.092 notificações. Em junho, houve 424.

A alta já era prevista, devido a uma conjunção de fatores: as condições ambientais favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti; o grande número de pessoas que ainda não teve contato com o agente causador; a circulação do vírus na Região Nordeste do estado; e a inexistência de uma vacina ou medicamento específico para conter a virose.

A doença 

A febre Chikungunya é comum em algumas regiões da África. Ela é uma doença viral causada pelo virus CHIKV, da família Togaviridae, e pode ser transmitida, como acontece no Brasil, pelo Aedes aegypti e o Aedes albopictus, mosquitos transmissores da dengue e febre amarela. Na fase aguda, os sintomas são febre alta, dor muscular, exantema (erupção na pele), conjuntivite e dor nas articulações (poliartrite), que podem durar por um longo período. Os sintomas se manifestam entre dois a 12 dias.

Existe uma preocupação maior das autoridades com crianças e idosos, por terem um sistema imunológico frágil. Alguns sintomas apresentados são febre acima de 39 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas avermelhadas pelo corpo. Caso perceba algum dos sintomas citados, procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima e não use medicamentos sem orientação médica. 

Dengue e zika

Os números da chikungunya se aproximam até mesmo dos casos de dengue. Em 2017 foram registrados 26.097 casos prováveis de dengue, bem menos do que as 524,6 mil notificações registradas em 2016, quando o estado passou pela pior epidemia. A SES já confirmou seis mortes pela doença e outras 17 são investigadas. Os óbitos foram confirmados em moradores de Ibirité e Ribeirão das Neves, na Grande BH, Uberlândia e Araguari, Triângulo Mineiro, Bocaíuva, na Região Norte, e Capim Branco, Região Central. 

Já em relação ao zika vírus, foram registrados neste ano 846 casos prováveis no estado e 44 gestantes foram confirmadas com a doença. Nos 12 meses do ano passado, foram 14.086 notificações da virose.

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