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Midia News | Mocinho e vilo, leite tem status de superalimento

Vilão para alguns e mocinho para outros, o leite tem conseguido transitar no mundo das dietas, ora sendo hostilizado, ora sendo requisitado. Entre mitos e verdades, porém, é consenso que o produto é um dos alimentos mais ricos em nutrientes, o que levou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU, na sigla em inglês) a instituir, em 2001, o 1º de junho como Dia Mundial do Leite.

A data foi criada para incentivar o consumo de lácteos entre a população. A entidade recomenda a ingestão de pelo menos 180 litros por ano por habitante, e estimativas indicam que o brasileiro consome menos, cerca de 171,6 litros ao ano.

Segundo a nutricionista e professora do curso técnico em nutrição do Senac Erika Raquel Ferreira, o leite é uma ótima pedida por ser completo em nutrientes, barato e acessível. “Ele contém vitaminas (B2, B12, A, E, B6), proteínas e minerais, como cálcio, fósforo, potássio, zinco e magnésio. Além disso, é um alimento barato, tem em qualquer lugar e é essencial pelo valor nutricional, apresentando benefícios ao longo de todos os anos”, explica. A especialista acrescenta que o leite deve estar presente tanto no início da vida quanto na fase adulta. “Apesar de ser muito bom para os adultos, é na infância que vemos sua importância, pois é nessa fase que a criança tem o crescimento dos ossos e o desenvolvimento dos dentes, que precisam – e muito – da presença de cálcio. O leite é um dos maiores fornecedores desse nutriente”, afirma.

Para os adultos, a ingestão deve ser feita principalmente por aqueles que têm mais de 40 anos. Depois dessa idade, a cada ano que passa, há uma perda de 0,5% de massa óssea. Mesmo que o osso seja como a pele – regenera-se constantemente –, uma forcinha é bem-vinda. Forcinha que vem não só do cálcio, mas de outros nutrientes presentes na bebida, como fósforo, magnésio, vitamina D e potássio.

Contudo, assim como qualquer outro alimento, o consumo de leite deve ser balanceado, segundo a nutricionista Cássia Nascimento, da Clínica Metabólica: “O segredo está no consumo adequado, levando em consideração a necessidade de cada pessoa. Afinal, a ingestão em excesso pode acarretar problemas no organismo”.

Lactose. Para o endocrinologista Ledimar Rocha Araújo, o alerta maior fica para as pessoas que têm intolerância ou alergia à substâncias presentes na bebida. Ele esclarece que é importante diferenciar. Segundo Araújo, intolerância é mais frequente na vida adulta, quando o corpo perde a capacidade de digerir lactose – tipo de açúcar encontrado no leite e em outros lácteos. “Isso é comum em pessoas com tendência genética ou em pacientes que passaram por uma quimioterapia ou radioterapia”, revela.

Já a alergia é associada à falta de imunidade. “Esse é um processo mais severo, que acontece nos primeiros meses e anos de vida. A criança pode ter dificuldades de crescimento e facilidade em ganhar peso”, explica.

 

Fonte     http://www.otempo.com.br/interessa/mocinho-e-vil%C3%A3o-leite-tem-status-de-superalimento-1.1480990

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