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Meirelles recua e diz que vai manter em 0,5% projeção de alta do PIB de 2017 | Economia

Na semana passada, em SP, ele havia informado que a estimativa oficial do governo para o resultado do PIB neste ano deveria ser revisada para baixo.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira (6) em Hamburgo (Alemanha), onde participa da reunião do G20, que o governo vai manter em 0,5% a sua projeção oficial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.

“Nós continuamos com a previsão de crescimento. Vamos manter em 0,5%. Agora pro final do ano 2% [alta do último trimestre de 2017 contra os três últimos meses de 2016]. De 2% a 2,7%”, afirmou ele a jornalistas na Alemanha. O áudio foi divulgado pelo Ministério da Fazenda. O mercado financeiro estima uma alta do PIB de 0,39% para este ano.

A informação diverge do que foi divulgado pelo próprio ministro na semana passada, em evento em São Paulo. Na ocasião, ele informou que a economia brasileira iria crescer menos que 0,5% em 2017 e que a estimativa oficial do governo para o resultado do PIB neste ano deveria ser revisada para baixo nas próximas semanas.

A declaração do ministro da Fazenda acontece em meio a incertezas em torno da crise política envolvendo o governo de Michel Temer, que, segundo analistas, tende a impactar para baixo o crescimento da economia brasileira por seu reflexo no andamento das reformas no Congresso Nacional.

Também acontece poucos dias antes de o governo divulgar um o relatório de receitas e despesas do terceiro bimestre deste ano, que tem de sair até o dia 22 de julho.

Uma estimativa menor de crescimento da economia neste ano poderia implicar em uma revisão para baixo da estimativa de arrecadação para 2017 e, para cumprir a meta fiscal de um déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar os juros da dívida) de até R$ 139 bilhões, consequentemente o governo poderia ter de baixar a previsão de gastos.

Nesta semana, porém, o governo teve uma boa notícia no campo das contas públicas. O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (5) um projeto que determina que os precatórios depositados há mais de dois anos e não sacados pelos beneficiários sejam restituídos aos cofres públicos. Precatórios são dívidas do poder público resultantes de condenação judicial definitiva. Com a aprovação da proposta, o governo federal espera reforçar os cofres da União com R$ 8,6 bilhões neste ano.

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