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Meirelles crê na criação de 2,5 milhões de postos de trabalho em 2018

RIO  –  O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou neste sábado (13) que espera a criação de 2,5 milhões de postos de trabalho no Brasil em 2018. Segundo ele, os resultados mais favoráreis com relação ao emprego vão dar um sinal importante à população sobre a retomada do crescimento econômico do país.

“Há um aumento [previsto de geração de empregos], sim. Neste ano esperamos crescimento de mais de 2 milhões [de empregos] ao todo. Estou falando da criação de novos postos de trabalho, de cerca de 2,5 milhões este ano”, disse Meirelles a jornalistas, após participar de reunião com o diretor de análise de políticas públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marco Aurelio Ruediger, no Rio de Janeiro.

De acordo com o ministro, o objetivo do encontro foi tomar conhecimento da avaliação atual que a FGV realiza sobre a evolução dos dados da economia brasileira, com base em opiniões colhidas nas redes sociais. Meirelles explicou que, de acordo com a análise da FGV nas redes sociais, o que mais preocupa a população em geral hoje é qualquer fato que possa levar a um retrocesso no crescimento econômico do país.

“A populaçao, por um lado, está muito esperançosa com o crescimento [econômico], mas receia que possa haver uma volta [da recessão], porque tivemos mais de dois anos de uma recessão profunda”, afirmou Meirelles.

Nessa linha, com relação ao recente rebaixamento da nota de crédito do país pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P), Meirelles afirmou que a reação da população ao rebaixamento do “rating” foi maior do que o próprio rebaixamento.

“A reação sobre o rating é maior do que o próprio rating em si, que é uma coisa técnica e pontual, mas será que isso significa algum impacto no crescimento? É evidente que a resposta é não”, disse. “Isso é o que interessa exatamente à população. Não é o rating em si, mas qual o significado [do rating] de ponto de vista de crescimento econômico”, afirmou.

Da mesma forma que o rebaixamento do rating gerou uma reação negativa de proporção maior, Meirelles explicou que a divulgação de indicadores econômicos favoráveis nas próximas semanas vai gerar reação e sentimentos positivos na sociedade, sobre o crescimento da economia.

Ele lembrou, por exemplo, que no próximo dia 26 será divulgado um novo dado do Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados] que, na sua opinião, será favorável. Em seguida, será divulgado o IBC-Br, espécie de “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB) feita pelo Banco Central.

“Os dados em si cada um não necessariamente tem um grande significado para toda a população, mas o importante são coisas que sinalizem de fato um crescimento [da economia]”, explicou Meirelles.

No âmbito da recuperação da economia brasileira, o ministro voltou a defender a aprovação da reforma da previdência, pelo Congresso. “[A reforma] é crucial do ponto de vista de confiança na sustentabilidade das contas públicas no futuro. Isto é importante”, disse, defendendo a aprovação de todas as medidas que assegurem o equilíbrio fiscal.

Meirelles disse que a reforma da Previdência e todas as demais medidas de ajuste fiscal para 2018 e 2019 deverão ser votadas no Congresso no primeiro trimestre. “Não acredito que haverá prolongamento”.

Questionado sobre a devolução de R$ 130 bilhões do BNDES para o Tesouro Nacional, Meirelles explicou que espera que a quantia seja repassada este ano, não necessariamente em uma única parcela. “O importante é que seja recebido durante o ano de 2018”, disse.

Segundo ele, a forma e o cronograma para a devolução será determinado pelo conselho de administração do BNDES. “O presidente do conselho é o secretário executivo do ministério do Planejamento [Esteves Colnago Junior] e certamente vai pautar isso”.

O ministro participa neste sábado de outra reunião, com o coordenador de economia da FGV, Armando Castelar. Segundo Meirelles, neste encontro será feita uma discussão técnica sobre a situação econômica brasileira este ano.

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