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Megaoperação contra a pedofilia prende mais de 100

A investigação feita em cooperação desvendou crimes que ocorriam na “darkweb”, que não pode ser acessada pelos meios convencionais

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EXAME Hoje

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20 out 2017, 19h37 – Publicado em 20 out 2017, 18h53

Cerca de 1.100 policiais civis de 24 estados brasileiros e do Distrito Federal saíram às ruas nesta sexta-feira para uma megaoperação contra a pedofilia.

Chamada de Luz na Infância, o trabalho é resultado de uma investigação de seis meses coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, em parceria com secretarias de Segurança regionais e com a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

A princípio, a Justiça não havia expedido nenhum mandado de prisão, apenas de busca e apreensão e de condução coercitiva, mas casos de flagrante levaram os policiais a prenderem 108 pessoas. No total, 143 mandados foram cumpridos e 151.508 arquivos rastreados.

Em São Paulo, computadores, celulares, câmeras, discos rígidos e outros equipamentos chegam, desde o início do dia, à sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no centro da capital.

A investigação feita em cooperação desvendou crimes que ocorriam na “darkweb”, que não pode ser acessada pelos meios convencionais.

“Os policiais ficaram indignados com as imagens. Não tínhamos ideia do que iríamos encontrar nas imagens em razão da idade das crianças. Havia bebês de 6 meses sendo molestados”, disse Elizabeth Sato, diretora do DHPP em coletiva na tarde desta sexta-feira, após a operação.

Foram presos tanto os responsáveis pelo compartilhamento, crime que tem penas de dois a seis anos de prisão, como pessoas que armazenavam de arquivos de pedofilia, um crime afiançável, cuja pena vai de um a quatro anos.

Durante uma coletiva de imprensa, no final da manhã, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, destacou a importância da cooperação internacional em tecnologia para a segurança pública no Brasil, explicando que os principais crimes que precisam ser combatidos no país são praticados por quadrilhas que têm ligações transnacionais, como os crimes cibernéticos e o tráfico de drogas, armas e pessoas.

“Nada se passa no espaço exclusivo do território nacional. A integração federativa é fundamental, e a integração internacional não é menos fundamental em tecnologia. Essa é uma tecla que o Ministério da Justiça bate muito”, afirmou o ministro.

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