You are here

May: Ação na Síria ocorreu por ser o correto, não por pressão de Trump

SÃO PAULO  –  A primeira-ministra Theresa May disse nesta segunda-feira (16) ao Parlamento britânico que autorizou o ataque aéreo contra a Síria porque a decisão era moral e legalmente correta e não como resultado de pressão exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Nós não fizemos isso porque o presidente Trump nos pediu, nós fizemos porque acreditamos que era a coisa certa a fazer, e não estamos sozinhos. Há amplo apoio internacional para a ação que tomamos”, disse ela, que enfrentou pressão dos parlamentares, em especial da oposição.

Os deputados criticaram o fato de May não ter pedido o apoio do Parlamento para o bombardeio realizado no sábado (14), noite de sexta-feira (13) no Brasil, em parceira com os Estudos Unidos e a França.

Segundo ela, teria sido impossível levar a questão à Câmara dos Comuns (câmara baixa do Parlamento) porque esta estava em recesso e também porque parte das informações nas quais se basearam a ação eram confidenciais e não podiam ser compartilhadas.

“Sempre deixamos claro que o governo tem o direito de agir rapidamente para garantir o interesse nacional”, afirmou ela.

Legalmente questionável

 As afirmações de May foram uma resposta às declarações do líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, que disse que o ataque era legalmente questionável e que a primeira-ministra tinha seguido as orientações de Trump.

A defesa de May no caso aconteceu no mesmo dia em que a equipe da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) foi impedida de chegar até Duma para analisar o local onde teria acontecido o ataque químico feito por Damasco.

Londres e seus aliados culpam o governo sírio e a Rússia, aliada do presidente sírio Bashar al-Assad, pelo uso das armas químicas e, por isso, realizaram o bombardeio no sábado. Moscou e Damasco negam envolvimento no caso.

“Nós não podemos permitir que o uso de armas químicas se torne algo normal, seja na Síria, nas ruas do Reino Unido ou em outro lugar”, disse May ao Parlamento, ligando o ataque ao caso do ex-espião russo Serguei Skripal, envenenado em 4 de março na cidade britânica de Salisbury.

França 

Além de May, o presidente francês, Emmanuel Macron, também se viu obrigado a dar explicações sobre a participação de seu país no ataque.

No domingo (15), Macron disse ter convencido Washington a manter a presença americana na Síria por um longo prazo – Trump já tinha declarado que pretendia tirar as tropas do país assim que possível.

Nesta segunda, após a Casa Branca questionar a fala do francês, Macron voltou atrás e disse que foi mal interpretado. Segundo ele, suas afirmações não indicaram uma mudança na posição americana.

“A Casa Branca está certa em dizer que o envolvimento militar é contra o Daesh [um dos nomes do Estado Islâmico] e será interrompido quando a guerra contra o Daesh tiver acabado”, afirmou Macron em nota.

Source

Related posts