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Maternidade de Campinas realiza primeiros partos após reabertura para casos de baixa complexidade | Campinas e Região

Hospital restringiu atendimento nesta quinta (29) por conta de um surto de vírus sincicial na UTI neonatal. Cinco crianças nasceram na unidade na manhã desta sexta.

Campinas faz acordo para internações na Maternidade e recorre à rede privada

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A Maternidade de Campinas (SP) realizou, na manhã desta sexta-feira (30), os primeiros partos após a reabertura do hospital para recebimento de grávidas em situação de baixo risco, com mais de 37 semanas e em trabalho de parto. O atendimento havia sido suspenso na quinta-feira (29) por conta de um surto do vírus sincicial na UTI neonatal.

Cinco bebês nasceram na instituição nesta manhã, e uma grávida estava em trabalho de parto até o início da tarde. As crianças nascidas nesta sexta estão em quartos, e não tiveram contato com a UTI neonatal, onde permanecem os recém-nascidos diagnosticados com o vírus. As visitas aos bebês estão restritas porque o hospital acredita que a contaminação teve origem na comunidade.

Segundo a Maternidade, a UTI neonatal permanece bloqueada com nove recém-nascidos com o sincicial. Desde abril, outras 31 crianças passaram pelo local, vindas de outras instituições, para se tratar contra a enfermidade. Todas já tiveram alta.

Bebê na UTI neonatal da Maternidade de Campinas (Foto: Reprodução / EPTV) (Foto: Reprodução/ EPTV)Bebê na UTI neonatal da Maternidade de Campinas (Foto: Reprodução / EPTV) (Foto: Reprodução/ EPTV)

Bebê na UTI neonatal da Maternidade de Campinas (Foto: Reprodução / EPTV) (Foto: Reprodução/ EPTV)

O G1 noticiou na quinta que com o bloqueio na Maternidade, fechamento do Caism e lotação no Celso Pierro, as grávidas estavam sem opções de atendimento pelo Sistema Único de Saúde. Para a diretora de saúde de Campinas, a situação agora está “dentro da normalidade”.

“Houve o acordo e fizemos essa medida, voltamos as internações. Até agora, está tudo dentro da normalidade”, disse a diretora.

A Prefeitura mantém, nesta sexta, a informação de que as gestantes de alto risco que tinham cesáreas marcadas na Maternidade serão encaminhadas ao Hospital Celso Pierro da PUC-Campinas, e ao Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), da Unicamp. A diretora garantiu que isso não vai afetar o atendimento nos hospitais. Segundo diretoria de saúde, os casos de alta complexidade são minoria no total de gestações no município.

Segundo a Maternidade, também não estão sendo aceitas transferências de recém-nascidos e gestantes de outros hospitais. “Isso é momentâneo até a instituição [Maternidade] buscar o controle da situação”, afirma Mônica.

A diretora ainda informou que as partes trabalham para que todas as grávidas sejam atendidas na cidade. “A Secretaria de Saúde e a Maternidade estão em conjunto fazendo uma avaliação da situação para tentar resolver o mais rápido possível e não ter nenhuma possibilidade de não ser atendida a gestante. Estamos nos esforçando pra nenhuma gestante ficar sem atendimento”, diz.

O vírus respiratório sincicial é transmitido pelas secreções do nariz ou da boca, por contato direto, ou gotículas. O período de maior contágio é nos primeiros dias da infecção. Inicialmente, a criança apresenta corrimento nasal (coriza), tosse leve e, em alguns casos, febre. Em até dois dias, a tosse piora e ao mesmo tempo a respiração da criança fica mais mais rápida e difícil.

Para crianças acima de 2 anos ou adultos, a infecção por VSR pode ser confundida com um resfriado, mas, em prematuros ou portadores de doenças cardíacas congênitas e displasia broncopulmonar, o vírus pode dobrar o tempo de hospitalização da criança.

Os cuidados indicados pelos médicos são: evitar ir a locais de grande circulação com bebês de até 2 anos de idade. Ter cuidado redobrado com higiene, cuidar para não tossir ou espirrar próximo das crianças, e restringir visitas a recém-bascidos, mesmo em casa.

Vírus VSR (Foto: TV Globo/Reprodução)Vírus VSR (Foto: TV Globo/Reprodução)

Vírus VSR (Foto: TV Globo/Reprodução)

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