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Marun: governadores que quiserem recursos terão que ajudar a aprovar reforma da Previdência | Política

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB-MS), afirmou nesta terça-feira (26) que governadores que quiserem recursos federais e financiamentos junto a bancos públicos terão de ajudar o Palácio do Planalto a aprovar a reforma da Previdência Social.

Marun deu a declaração após ser questionado sobre nota publicada no jornal “O Estado de S. Paulo” na qual o governador de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB), afirmou que o governo federal pretende liberar empréstimos junto à Caixa depois da votação da reforma.

O objetivo do governo era aprovar as mudanças na Previdência ainda neste ano, mas, como não houve consenso entre os partidos da base, a análise da proposta ficou para fevereiro do ano que vem.

“O governo espera que aqueles governadores que têm recursos a serem liberados, financiamentos a serem liberados, o governo espera desses governadores, como de resto de todos os agentes públicos, uma reciprocidade no que tange a questão da Previdência”, disse Marun nesta terça.

Responsável pela articulação política do Planalto, o ministro defendeu o uso dos financiamentos da Caixa Econômica, do Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como forma de o governo conseguir votos a favor da reforma.

Segundo Marun, os financiamentos dos três bancos são “ações de governo” e, por isso, podem ser incluídos na discussão sobre a proposta.

“Nesse sentido, entendemos que deve, sim, ser discutido com esses governantes alguma reciprocidade no sentido de que seja aprovada a reforma da Previdência”, declarou.

Marun discutiu nesta terça com o presidente Michel Temer a estratégia de convencimento dos deputados que será executada em janeiro. Ao presidente, o ministro relatou ter “certeza” da aprovação da reforma em fevereiro.

De acordo com o ministro, a estratégia governista será discutida em mais uma reunião na quarta (27) com Temer e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A reforma da Previdência é o principal projeto do governo que aguarda votação no Congresso Nacional. Ainda sem a garantia de aprovação das mudanças nas aposentadorias, o Planalto acertou com Maia, que a análise da reforma no plenário da Casa será feita em 19 de fevereiro.

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