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‘Maria Madalena’, ’12 heróis’ e ‘Tomb Raider – A origem’ chegam aos cinemas; G1 comenta em VÍDEO | Cinema

Maria Madalena', '12 heróis' e 'Tomb Raider - A origem' chegam aos cinemas

Maria Madalena’, ’12 heróis’ e ‘Tomb Raider – A origem’ chegam aos cinemas

“Tomb Raider”, um fenômeno dos videogames, voltará aos cinemas neste fim de semana. Dessa vez, a sueca Alicia Vikander assume o papel da heroína Lara Croft, que foi de Angelina Jolie no início dos anos 2000.

O cardápio de estreias tem ainda “12 heróis”, ação sobre os atentados de 11 de setembro, e “Maria Madalena”, que retrata a história da discípula de Jesus Cristo. “Em pedaços” e “Amante por um dia” são outros destaques.

O G1 comenta as principais estreias da semana no VÍDEO acima; leia mais abaixo

Assista ao trailer de 'Tomb Raider - A origem'

Assista ao trailer de ‘Tomb Raider – A origem’

A versão 2018 da caçadora de tesouros Lara Croft é um exemplo clássico da pessoa “leite com pera”. Se acha malandra, perspicaz, audaciosa… mas no fim acaba cansando da correria e mandando um “whats” pro pai vir buscar depois da balada.

A pegada “millennial” não é uma surpresa total. Afinal, o novo filme sobre a heroína dos games, que já foi interpretada duas vezes por Angelina Jolie e agora tem Alicia Vikander no papel, pega muita coisa emprestada do jogo de 2013.

Chamado apenas de “Tomb Raider”, o game foi responsável por transformar aquela Lara Croft hipersexualizada dos anos 1990 em uma aventureira jovem e inexperiente, mas muito destemida. Leia crítica completa do filme.

Thad Luckinbill e Chris Hemsworth em '12 heróis' (Foto: Divulgação)Thad Luckinbill e Chris Hemsworth em '12 heróis' (Foto: Divulgação)

Thad Luckinbill e Chris Hemsworth em ’12 heróis’ (Foto: Divulgação)

“12 heróis” retoma um assunto que parecia superado pelo cinema: o 11 de setembro. O filme começa com os ataques de 2001 e segue num festival de patriotismo, que deve interessar mais ao público norte-americano.

Os protagonistas são os soldados da primeira equipe de Forças Especiais mandada para o Afeganistão depois do ato terrorista.

Eles são liderados por um capitão (Chris Hemsworth) e, ao lado de um general afegão (Navid Negahban), deverão chegar à cidade de Mazar-i-Sharif, onde derrotarão o Taliban e libertarão o povo afegão. A única maneira de atravessar as montanhas da região é a cavalo.

Dirigido por Nicolai Fuglsig, o filme se baseia num episódio real e parece acontecer num mundo onde os EUA são capazes dos maiores atos de bondade global.

Ao contrário de obras como “Guerra ao terror”, que problematizam a presença militar americana no exterior, aqui os ianques são exclusivamente heróis (Reuters).

Rooney Mara em 'Maria Madalena' (Foto: Divulgação)Rooney Mara em 'Maria Madalena' (Foto: Divulgação)

Rooney Mara em ‘Maria Madalena’ (Foto: Divulgação)

Por séculos apontada erroneamente como prostituta – por um lamentável pré-julgamento do papa Gregório Magno, numa homilia do ano de 591 -, Maria Madalena foi reabilitada como apóstola e evangelista pela Igreja Católica em 2016, o que dá o mote para o novo drama bíblico que leva o seu nome, dirigido pelo australiano Garth Davis.

É esse tempero feminista o melhor trunfo do roteiro de Helen Edmundson e Philippa Goslett, que acompanha Maria Madalena (Rooney Mara) lutando contra o destino imposto às mulheres em sua época – o casamento arranjado e a maternidade compulsória.

Inteligente e independente, ela assusta seus parentes, que chegam a levá-la a uma sessão de exorcismo, na qual ela quase se afoga.

A passagem de Jesus (Joaquin Phoenix) pela Judeia dominada pelos romanos dá-lhe a oportunidade de mudança, ainda que à custa de romper com sua família e despertar o falatório, inclusive dos demais apóstolos que seguiam Jesus, como Pedro (Chiwetel Ejiofor).

O mais compreensivo é Judas Iscariotes (Tahar Rahim), um jovem que perdeu mulher e filho e conta com o estabelecimento, por Jesus, do Reino de Deus na Terra para reencontrá-los.

Essa crença de Judas, aliás, estará na raiz de sua conhecida traição, o que permite uma humanização do personagem ausente de outras adaptações bíblicas (Reuters).

Denis Moschitto e Diane Kruger em 'Em pedaços' (Foto: Divulgação)Denis Moschitto e Diane Kruger em 'Em pedaços' (Foto: Divulgação)

Denis Moschitto e Diane Kruger em ‘Em pedaços’ (Foto: Divulgação)

Diane Kruger venceu o prêmio de melhor atriz em Cannes 2017 por sua interpretação de Katja, uma viúva que luta por justiça no esclarecimento do assassinato do marido (Numan Acar) e do filho pequeno (Rafael Santana) num atentado neonazista.

O diretor turco-alemão Fatih Akin (“Contra a parede”) volta, assim, ao melhor de sua forma, assinando, com Hark Bohm, um roteiro impregnado de temas modernos, como a xenofobia e o fortalecimento de movimentos radicais de extrema-direita. O filme venceu também o Globo de Ouro 2018 como melhor produção em língua estrangeira.

Katja, o marido curdo Nuri e o filho Rocco formam uma família de classe média em Berlim, depois de um passado turbulento. Katja, que deixou o escritório do marido para ver a irmã, acabou sendo testemunha da chegada de uma mulher com uma bicicleta, que estaciona bem em frente.

Somente horas depois, quando veio buscar o marido e o filho, encontrando o local inteiramente destruído por uma bomba, ela se recorda do detalhe, que é fundamental para identificar Edda Möller (Hanna Hilsdorf). Militante neonazista, ela foi a autora do atentado, ao lado do marido, André (Ulrich Brandhoff).

Parte considerável do filme se passa no tribunal, em que Katja e seu advogado, Danilo Fava (Denis Moschitto), lutam pela condenação do casal. O que torna o filme envolvente, no entanto, é a batalha ética que se desenrola dentro e fora do tribunal (Reuters).

Esther Garrel e Louise Chevillotte em 'Amante por um dia' (Foto: Divulgação)Esther Garrel e Louise Chevillotte em 'Amante por um dia' (Foto: Divulgação)

Esther Garrel e Louise Chevillotte em ‘Amante por um dia’ (Foto: Divulgação)

Em “Amante por um dia”, o veterano cineasta francês Philippe Garrel volta ao tema que lhe é mais caro: o amor e todas as suas consequências, as alegrias e dores.

Quando Jeanne (Esther Garrel) briga com o namorado, ela volta para a casa do pai, Gilles (Éric Caravaca), e descobre que ele está namorando uma garota da mesma idade que ela, Ariane (Louise Chevillotte).

No início, há uma rivalidade entre as duas, mas, com o tempo, a idade e interesses em comum as aproximam. Vivendo sobre o mesmo teto, elas começam a compartilhar segredos e confidências, mudando a vida uma da outra, a ponto de colocar a posição de Gilles em xeque.

Filmado no preto e branco habitual do diretor, o longa pode não ter maiores novidades, mas sua investigação sobre a dinâmica dos relacionamentos amorosos, com toques que remetem à obra de Éric Rohmer, é sedutora e comovente, trazendo um frescor que há muito Garrel não alcançava (Reuters).

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