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Lucro líquido da Eletrobras recua 96%

A Eletrobras reportou nesta quarta-feira (16) queda do lucro líquido no primeiro trimestre de 96% sobre igual período do ano anterior, para R$ 56 milhões, impactado por provisões e perdas no segmento de distribuição.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 1,24 bilhão no primeiro trimestre, retração de 70% sobre igual intervalo de 2017.

Só o segmento de distribuição teve um resultado líquido negativo de R$ 1,91 bilhão no período, com destaque para o prejuízo da controlada que responde pelo fornecimento no Amazonas, com perdas de R$ 1,339 bilhão, conforme a estatal.

A Eletrobras registrou R$ 272 milhões em provisão e despesas com seu Plano de Demissão Consensual (PDC); R$ 512 milhões para contingências; R$ 174 milhões em impairment e R$ 150 milhões para uma taxa de fiscalização de recursos hídricos (taxa Pará). No total do trimestre, as provisões operacionais somaram R$ 1,08 bilhão, contra R$ 600 milhões no mesmo período de 2017.

A receita operacional líquida da companhia alcançou R$ 8,59 bilhões, recuo de 3% ante o primeiro trimestre de 2017. Já a receita bruta foi de R$ 10,67 bilhões, contra R$ 10,8 bilhões no ano anterior.

A estatal reportou ainda investimentos de R$ 873 milhões no trimestre, declínio de 27% na comparação anual. Para o ano, a companhia prevê aportes da ordem de R$ 6,2 bilhões.

A dívida líquida da Eletrobras fechou março deste ano em R$ 18,6 bilhões, contra R$ 20,3 bilhões no final de 2017.

Privatização

O projeto de lei sobre a privatização da Eletrobras, em tramitação no Congresso Nacional, pode estar aprovado em um prazo de até 75 dias, disse o presidente da companhia, Wilson Ferreira, durante teleconferência com investidores.

O executivo defendeu ainda que os negócios de geração e transmissão da estatal estão “em muito boa condição” e que a companhia se tornará mais lucrativa e sustentável assim que conseguir concluir a privatização de suas seis distribuidoras de energia.

Ele acrescentou que a empresa aguarda posicionamento do Tribunal de Contas da União para agendar o leilão de venda das distribuidoras, que poderia acontecer em junho. Ainda ontem o governo federal publicou no Diário Oficial da União um ato que altera Decreto nº 9.351, permitindo estudos para a privatização da Eletrobras, desde que o contrato para realização do levantamento seja assinado só após a aprovação do projeto de lei sobre a desestatização da empresa pelo Congresso Nacional.

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