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Lucro da Usiminas aumenta 57% e alcança R$ 140 milhões no trimestre

SÃO PAULO  –  (Atualizada às 9h59) A Usiminas viu seu lucro líquido atribuído a controladores atingir R$ 140,1 milhões nos três primeiros meses de 2018, aumento de 57,6% perante mesmo período do ano anterior. Além da alta nas vendas e nos preços, a empresa se beneficiou de contenção de custos e menores perdas com provisões judiciais e venda de energia excedente.

O lucro líquido consolidado foi de R$ 157,2 milhões, 45,1% acima daquel registrado um ano antes. Entre janeiro e março, a receita líquida da siderúrgica mineira somou R$ 3,24 bilhões, crescimento de 38% na mesma base de comparação. No mercado interno, a alta foi de 25,4%, para R$ 2,65 bilhões, e no externo, de 148%, para R$ 598,1 milhões.

Ao mesmo tempo, os custos de vendas subiram em ritmo menos intenso, de 40,7%, para R$ 2,63 bilhões. Os desempenhos mais benéficos para o balanço nesse sentido foram os da Soluções Usiminas e da Usiminas Mecânica. Os custos que mais subiram foram os da Mineração Usiminas (Musa).

O grupo viu ainda suas despesas operacionais caírem 2,6% no primeiro trimestre, para R$ 288,5 milhões. A melhora foi possível com 58,8% mais ganhos do Reintegra — programa federal de compensação tributária a exportadores –, para R$ 7,2 milhões, e a redução de 69,9% nas provisões para demandas judiciais, que ficaram em R$ 15 milhões.

Também contribuíram as perdas 40,1% menores com venda de energia excedente, que foram de R$ 13,6 milhões.

O lucro operacional da companhia fechou o trimestre em R$ 323,6 milhões, crescimento de 75,2%. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em R$ 621,9 milhões, 17,8% a mais, enquanto o Ebitda ajustado avançou 20,4%, para R$ 641,2 milhões.

Com amortizações por conta de caixa excedente e o pagamento de bônus no exterior entre janeiro e março, a dívida líquida da Usiminas voltou a cair no período. A empresa terminou março com R$ 4,12 bilhões de endividamento líquido, 5% abaixo de dezembro e 8% a menos do que um ano antes.

No trimestre inicial de 2018, a companhia ficou com obrigações financeiras totais de R$ 5,68 bilhões, diminuição de 15% e 17%, respectivamente. Já seu caixa, equivalentes e aplicações foi a R$ 1,56 bilhão, reduzido em 32% e 35%, nesta ordem.

No balanço, a Usiminas mostrou também que seu capital de giro foi de R$ 3 bilhões nos três meses até março, aumento de 15,4% na comparação anual e de 7,1% ante o quarto trimestre de 2017. As principais razões foram as altas de estoques e contas a receber. Já os investimentos somaram R$ 64,9 milhões, alta de 177% e queda de 39,4%, respectivamente.

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